The Social Reckoning — À beira da estreia a 9 de outubro, o realizador Aaron Sorkin insiste que as filmagens suplementares do seu novo filme não foram uma correcção a reações negativas ao trailer, mas sim uma oportunidade de aperfeiçoamento criativo, com ganho direto para a narrativa sobre a influência das redes sociais.
Por detrás dos reshoots
Sorkin explicou que, após o lançamento do trailer, voltou a trabalhar apenas em duas cenas que achou possível enriquecer. A produtora concordou em financiar três dias adicionais de filmagens para essas intervenções pontuais.
O argumento apresentado coloca os reshoots como uma prática de refinamento artístico, distinta das reacções de crise que costumam motivar refilmagens em blockbusters de grande orçamento.
«Não estávamos a corrigir nada. Existem dois tipos de reshoots: um é o “Oh, estamos em apuros; precisamos de refilmar isto” — frequente em filmes de superprodução de 150 milhões de dólares — e o outro é “Ah, gostamos muito deste filme. É bom. Vamos torná‑lo melhor.”»
Trump, censura e testes
Apesar de a recriação do 6 de janeiro figurar na história, Donald Trump não é referido pelo nome na película; Sorkin afirma que houve um compromisso voluntário de evitar placardes e slogans identificáveis. O foco, diz‑se, é o papel das plataformas digitais na polarização.
Uma cena que continha a frase «Não sei o que essa cabra pensa que está a fazer» foi revista após análise jurídica externa, que pediu prova documental para manter o insulto literal. Os testes de sala foram muito controlados: cerca de 70 pessoas, todas no estúdio e maioritariamente colaboradores da produtora — uma amostra reconhecidamente limitada.
O que acha? Concorda que os reshoots deviam priorizar ajustes criativos em vez de reagir ao público? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Por que é que The Social Reckoning voltou a filmar cenas depois do trailer?
The Social Reckoning teve reshoots porque Aaron Sorkin identificou duas cenas passíveis de melhoria e a produtora autorizou três dias adicionais de filmagens. A opção foi descrita como aperfeiçoamento criativo, e não uma correcção a pressões externas ou a uma má recepção imediata ao trailer.
O que explicou Aaron Sorkin sobre a ausência do nome "Trump" no filme?
The Social Reckoning optou por não nomear Donald Trump, segundo Sorkin, evitando sinalética explícita como slogans. A escolha foi apresentada como editorial: a narrativa centra‑se no papel do Facebook na polarização e na extremização, não numa leitura partidária red‑blue.
Que alteração legal levou à reescrita de uma cena em The Social Reckoning?
The Social Reckoning reescreveu uma linha em que um executivo diz «Não sei o que essa cabra pensa que está a fazer» após um parecer jurídico externo exigir prova de que essa referência havia sido empregue na realidade por um quadro sénior, condição para manter a formulação original.
Como foram organizados os testes de público a The Social Reckoning?
The Social Reckoning realizou testes de sala com lotação reduzida — cerca de 70 pessoas — e esses ensaios decorreram no lote de estúdio, integrando sobretudo trabalhadores da produtora. A metodologia foi descrita como muito secreta e reconhecidamente pouco representativa.
Quando estreia The Social Reckoning e quem são os protagonistas?
The Social Reckoning estreia a 9 de outubro e acompanha Frances Haugen, interpretada por Mikey Madison, e o jornalista Jeff Horwitz, interpretado por Jeremy Allen White, na sua investigação sobre práticas internas do Facebook que culminaram nas reportagens conhecidas como The Facebook Files.
Vinicius Balbino