Made in Korea — o primeiro episódio instala desde logo um clima de tensão: um sequestro aéreo em Tóquio, 1970, serve de fachada para uma teia de tráfico, espionagem e interesses estatais que liga Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte.
Sequestro aéreo: da ameaça política à operação encoberta
O enredo começa com Kenji numa viagem de Tóquio para Fukuoka, portando uma maleta cujo conteúdo vira o pivô do conflito. O avião é tomado pelo Exército Revolucionário, ligado à Liga Comunista Japonesa, que exige desviar a rota para a Coreia do Norte.
O capitão Honda consegue pousar em Fukuoka após argumentar falta de combustível, mas a crise prolonga‑se quando os sequestradores ameaçam passageiros. A oferta de Kenji — a maleta como troféu — expõe uma manobra mais ampla que envolve metanfetamina e interesses criminais.
A série estreia no Hulu e na plataforma Disney+, situando a sua intriga num contexto histórico de alta tensão regional.
No final do episódio 1, Kenji revela‑se como Baek Gi‑tae, líder da KCIA em Busan, e a operação assume uma dimensão de manipulação política e criminal.
Intervenções da KCIA e a face oculta do protagonista
A KCIA sul‑coreana monta uma operação para interceptar o avião: Chae Ji‑seok finge ser controlador norte‑coreano e guia a aeronave até ao aeroporto de Gimpo, em Seul, com bandeiras e soldados encenando uma recepção falsa. A encenação quase desmorona quando a presença de oficiais americanos é descoberta.
Dentro do avião, Kenji expõe a fragilidade dos sequestradores — armas falsas, divisões internas — e acaba por matar o líder Yamada com uma arma escondida na maleta. O voo segue até à Coreia do Norte, onde alguns sequestradores recebem asilo, e depois regressa com os restantes passageiros libertados; o vice‑ministro Natsume permanece refém.
O episódio termina com a revelação de que Kenji é, na verdade, Baek Gi‑tae (interpretado por Hyun Bin), um elemento de peso na KCIA em Busan, e com o promotor Jang Geon‑young a abrir investigações sobre o tráfico de metanfetamina ligado à Yakuza.
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Perguntas Frequentes
O que acontece no primeiro episódio de Made in Korea?
Made in Korea começa em Tóquio, 1970, com o sequestro de um avião que aparenta ser um gesto político mas revela uma operação mais vasta. No episódio há uma maleta com metanfetamina, manipulações entre sequestradores e uma intervenção da KCIA que culmina na chegada do aparelho a Gimpo, em Seul.
Quem é Kenji em Made in Korea e qual a sua verdadeira identidade?
Made in Korea revela no final do episódio 1 que Kenji é, na verdade, Baek Gi‑tae, personagem interpretada por Hyun Bin. Baek Gi‑tae ocupa uma posição de liderança na KCIA em Busan e usa o sequestro como peça de um plano para proteger interesses e silenciar cidadãos incómodos.
Que papel tem a KCIA e Chae Ji‑seok no enredo do episódio 1 de Made in Korea?
Made in Korea mostra a KCIA a executar uma operação de cerco: Chae Ji‑seok finge ser um controlador norte‑coreano para desviar o voo até ao aeroporto de Gimpo e encenar uma recepção falsa. A operação inclui bandeiras e soldados disfarçados e tem como objectivo impedir que o aparelho chegue à Coreia do Norte.
Como termina o sequestro no episódio 1 de Made in Korea?
Made in Korea conclui o sequestro com o avião a chegar temporariamente à Coreia do Norte, onde alguns sequestradores recebem asilo, e depois a regressar, permitindo a libertação da maioria dos passageiros. Durante os acontecimentos, o líder Yamada é morto e o vice‑ministro Natsume fica temporariamente retido.
Que outras investigações surgem no episódio 1 de Made in Korea?
Made in Korea introduz uma investigação do promotor Jang Geon‑young sobre tráfico de metanfetamina ligado à Yakuza. Jang possui fotografias de Jo Man‑jae e de Kenji, o que coloca Man‑jae sob escrutínio enquanto a identidade verdadeira de Kenji ainda não é plenamente conhecida pelas autoridades.
Inês Ferreira