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Machérie Ekwa Bahango: ‘Madi Makambu’ vence Final Cut em Veneza

Machérie Ekwa Bahango venceu o prémio Final Cut da Biennale de Veneza com o projecto "Madi Makambu", uma história centrada em Madi e Djino e nas consequências de uma gravidez negada. A realizadora, autodidata, defende que o cinema deve mostrar o Congo para além dos estereótipos e afirma que as dificuldades financeiras e a falta de reconhecimento continuam a condicionar a produção local.

Machérie Ekwa Bahango: ‘Madi Makambu’ vence Final Cut em Veneza
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Machérie Ekwa Bahango — a realizadora congolense voltou a colocar o olhar sobre as contradições do seu país ao triunfar no segmento Final Cut da Biennale de Veneza com o filme Madi Makambu, um projecto que mistura romance e confrontos com a violência social e que promete dar visibilidade a histórias pouco contadas do Congo.

Veneza e o enredo que conquistou o júri

Madi Makambu acompanha dois amantes, Madi e Djino, cujo percurso muda quando Madi dá à luz um filho que Djino não é o pai, após uma gravidez negada; a situação obriga-a a enfrentar um passado que preferia esquecer.

O filme foi distinguido com o prémio Final Cut da Biennale di Venezia, e é produzido pela CL1 D’oeil Studio em co‑produção com a Boucan Films, continuando a trajectória da realizadora que já se tinha afirmado anteriormente com o projecto Maki’la.

“Através dos meus filmes, quero que o Congo seja visto como parte do mundo. Não pelas etiquetas que nos colam, mas pelo que realmente é,” afirmou a realizadora, acrescentando que “os temas dos meus filmes são difíceis, mas refletem problemas que as pessoas enfrentam no Congo”.

Cinema congolês: voz feminina, financiamento e identidade

Machérie Ekwa Bahango construiu-se como cineasta de forma autodidata e defende que essa liberdade criativa foi essencial para o seu trabalho; ao mesmo tempo identifica o financiamento como o principal obstáculo local, e a falta de reconhecimento como entrave à expansão da indústria cinematográfica.

Quanto à recepção internacional, a realizadora sublinha que o ocidente ainda procura modelos únicos para o cinema africano, quando cada país tem a sua linguagem. Os jurados do Final Cut elogiaram o projecto por apresentar “uma protagonista jovem, genuína e electrizante, a tentar navegar a violência e a injustiça social que são a sua realidade não escolhida”.

O que acha? Considera que este tipo de filmes pode mudar a percepção internacional sobre o Congo? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Do que trata exactamente o filme Madi Makambu de Machérie Ekwa Bahango?

O filme Madi Makambu, de Machérie Ekwa Bahango, centra-se na relação entre Madi e Djino e nas consequências de uma gravidez negada que resulta no nascimento de um filho que não é do parceiro. O enredo explora amor, violência e injustiça social, tópicos que a realizadora identifica como representativos do quotidiano congolês.

Que prémio recebeu Machérie Ekwa Bahango em Veneza?

Machérie Ekwa Bahango recebeu o prémio Final Cut da Biennale di Venezia no âmbito do Venice Film Festival. A distinção destaca projectos em desenvolvimento e visa dar visibilidade e apoio a filmes com potencial para alcançar circuitos internacionais de exibição.

Quem são os produtores de Madi Makambu?

Madi Makambu é produzido pela CL1 D’oeil Studio e co‑produzido pela Boucan Films. Estas parcerias estruturam a produção do projecto distinguido no Final Cut e reflectem esforços de colaboração para levar o filme além das fronteiras locais.

Qual é a formação cinematográfica de Machérie Ekwa Bahango?

Machérie Ekwa Bahango é uma realizadora autodidata; essa autonomia criativa, segundo o seu percurso, foi determinante para desenvolver uma voz própria. A sua carreira inclui ainda o primeiro longa‑metragem Maki’la, que estreou na Berlinale, e que tratava da vida de crianças nas ruas.

Quais são os principais desafios que o cinema congolês enfrenta, segundo o caso de Machérie Ekwa Bahango?

O cinema congolês, conforme evidenciado pelo percurso de Machérie Ekwa Bahango, enfrenta sobretudo desafios financeiros locais e uma limitada compreensão do poder do cinema, que resulta em falta de investimento. No plano internacional há também a dificuldade de aceitar uma diversidade de linguagens dentro do cinema africano.

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POR Mariana Sousa
Mariana Sousa

Sempre curiosa para descobrir o que está a acontecer no mundo do entretenimento e da tecnologia, Mariana acompanha diariamente as principais tendências da cultura geek. Gosta de explorar novos temas e partilhar histórias sobre filmes, séries, anime, gaming, tecnologia, famosos e tudo o que desperta a curiosidade dos leitores.

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