Festival de Pingyao — o festival está a preparar a sua 10.ª edição em Pingyao, China, de 24 a 30 de setembro e nomeou a realizadora Ann Hui e o programador Carlo Chatrian como presidentes dos júris responsáveis pelos prémios Fei Mu e Roberto Rossellini. A escolha coloca olho sobre cineastas chineses e autores emergentes internacionais.
- Flash resumo: Ann Hui preside aos Fei Mu (filmes em língua chinesa, secção Hidden Dragons) e Carlo Chatrian preside aos Rossellini ( Crouching Tigers, realizadores emergentes).
O papel dos prémios e o que muda para os cineastas
Os Prémios Fei Mu foram concebidos para preservar o legado estético de Fei Mu e apoiar cineastas emergentes das regiões de língua chinesa, com vencedores escolhidos entre os longas-metragens em língua chinesa exibidos na secção Hidden Dragons.
Os Prémios Roberto Rossellini, criados pela Fondazione Roberto Rossellini, homenageiam o humanismo do cineasta e distinguem obras de jovens realizadores internacionais selecionados na secção Crouching Tigers, reforçando o estatuto do festival enquanto montra de talento em ascensão.
As nomeações sublinham dois vectores do festival: o apoio ao cinema em língua chinesa através dos Fei Mu e a promoção de realizadores internacionais em ascensão pela via dos Rossellini.
Trajectos de Ann Hui e Carlo Chatrian
Ann Hui nasceu em Anshan e mudou‑se para Hong Kong aos cinco anos; formou‑se na Universidade de Hong Kong em English and Comparative Literature e completou formação na London Film School. Entrou na indústria como assistente em 1975 e estreou‑se na realização em 1979 com “The Secret”.
Hui dirigiu mais de 20 filmes, incluindo obras como “Summer Snow”, “A Simple Life” e “The Golden Era”, e colecionou seis Hong Kong Film Awards para melhor filme e seis para melhor realizador. Em 2011 recebeu um Lifetime Achievement nos Asian Film Awards e, em 2020, o Golden Lion para Lifetime Achievement no Festival de Veneza.
Carlo Chatrian nasceu em Torino e construiu carreira como crítico, autor e programador. Foi diretor artístico do Festival de Locarno entre 2013 e 2018 e da Berlinale entre 2020 e 2024, actuou em júris em Sundance, Toronto, Tóquio, Morelia e Hong Kong, e dirige actualmente o National Museum of Cinema em Torino.
O que acha? Acha que estas escolhas vão reforçar a visibilidade de cineastas emergentes na secção Hidden Dragons e Crouching Tigers? Para acompanhar mais sobre cinema e festivais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quem vai presidir aos principais júris do Festival de Pingyao nesta edição?
O Festival de Pingyao nomeou Ann Hui como presidente do júri dos Prémios Fei Mu e Carlo Chatrian como presidente do júri dos Prémios Roberto Rossellini para a 10.ª edição, que decorre de 24 a 30 de setembro em Pingyao, China. Estas nomeações orientam critérios para as secções Hidden Dragons e Crouching Tigers.
O que são os Prémios Fei Mu e como são escolhidos os vencedores?
Os Prémios Fei Mu distinguem‑se por preservar a herança estética de Fei Mu e por apoiar cineastas das regiões de língua chinesa; os vencedores são seleccionados entre os longas‑metragens em língua chinesa exibidos na secção Hidden Dragons, sendo a iniciativa reconhecida pela família de Fei Mu.
Que tipo de filmes concorrem aos Prémios Roberto Rossellini no Festival de Pingyao?
Os Prémios Roberto Rossellini destinam‑se a obras de jovens realizadores internacionais e foram estabelecidos pela Fondazione Roberto Rossellini para promover o humanismo cinematográfico; os filmes elegíveis são escolhidos dentro da secção Crouching Tigers, dedicada a autores emergentes.
Qual é o percurso cinematográfico de Ann Hui que justifica a sua nomeação?
Ann Hui é uma realizadora com mais de 20 filmes no currículo; nasceu em Anshan, mudou‑se para Hong Kong, formou‑se na Universidade de Hong Kong e estudou na London Film School. A sua carreira inclui estreias desde 1979, seis Hong Kong Film Awards como melhor realizadora e múltiplos prémios de carreira.
Que experiência traz Carlo Chatrian para o júri do Roberto Rossellini?
Carlo Chatrian traz experiência de direcção artística em festivais internacionais, tendo liderado Locarno entre 2013 e 2018 e a Berlinale entre 2020 e 2024; dirige actualmente o National Museum of Cinema em Torino e participou em júris de Sundance, Toronto, Tóquio, Morelia e Hong Kong.
Inês Ferreira