Carlos III — a contestação do Palácio surge em resposta a passagens do novo livro de memórias que prometem reacender a polémica em torno do funeral de Diana. Com o livro marcado para chegar às livrarias na terça‑feira, 22, a reacção oficial sublinha riscos de distorção das recordações e avança uma defesa da fiabilidade histórica do registo público.
O teor das alegações e a resposta do Palácio
O livro "Swan Song: Diana, My Sister", assinado por Carlos Spencer (62), inclui excertos que descrevem tensões durante as decisões sobre o cortejo fúnebre dos filhos William e Harry em 1997. Entre as passagens divulgadas está a alegação de que, numa troca telefónica, terá sido dito: "Fica descansado, vamos esquecê‑la em breve."
O Palácio de Buckingham reagiu por escrito, pondo em causa a fiabilidade das memórias ao recordar que a dor do luto fraternal pode alterar o discernimento. A declaração oficial sugere cautela quanto à reprodução literal de recordações pessoais passadas por décadas.
"Embora, por princípio, não comentemos livros, Sua Majestade está ciente de que a dor do luto fraternal pode obscurecer a razão, afetar o discernimento e distorcer as memórias de formas que os outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda."
Roubo de exemplares e calendário de publicação
A polémica intensificou‑se porque, dias antes da chegada programada às livrarias, quatro exemplares do livro foram furtados de um camião nos Países Baixos. O veículo transportava milhares de cópias embrulhadas em plástico preto, e as autoridades neerlandesas têm em curso uma investigação ao caso.
O furto acrescenta incerteza à distribuição e pode atrasar lançamentos locais. Para leitores e investigadores, o episódio coloca questões sobre segurança logística e a protecção de conteúdos sensíveis antes da data oficial de venda.
O que acha? O que acha desta polémica? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que exactamente diz Carlos Spencer sobre o comportamento de Carlos III no funeral de Diana?
Carlos III aparece no livro "Swan Song: Diana, My Sister" através das memórias de Carlos Spencer, que relata uma discussão sobre a participação de William e Harry no cortejo fúnebre de 1997. Os excertos divulgados incluem a alegação de um comentário telefónico: "Fica descansado, vamos esquecê‑la em breve", uma passagem que gerou contestação pública.
Como reagiu o Palácio de Buckingham às acusações contra Carlos III?
O Palácio de Buckingham respondeu questionando a fiabilidade das recordações que envolvem Carlos III, apontando que a dor do luto fraternal pode distorcer memórias. A nota oficial, citada pelos representantes do Palácio, sublinha prudência na leitura de memórias pessoais escritas muitos anos após a tragédia de 1997.
Quando e onde está marcado o lançamento de "Swan Song: Diana, My Sister"?
Carlos III surge no centro do debate na véspera do lançamento do livro, cuja publicação está prevista para terça‑feira, 22. As cópias estavam a ser distribuídas internacionalmente, com milhares de exemplares embalados para envio a retalhistas antes do furto reportado nos Países Baixos.
O que se sabe sobre o furto de exemplares ligado ao livro que cita Carlos III?
Carlos III voltou à agenda pública também por causa do roubo: quatro exemplares foram subtraídos de um camião nos Países Baixos, perante milhares de cópias embaladas em plástico preto. As autoridades neerlandesas estão a investigar o incidente para apurar responsáveis e destino dos volumes.
Esta polémica pode ter impacto legal ou de reputação para Carlos III?
Carlos III vê a sua imagem públicamente questionada por passagens do livro, mas a resposta do Palácio de Buckingham destaca incertezas na memória, não acusação legal directa. O impacto reputacional dependerá da recepção das memórias, da investigação sobre o furto e da forma como novos excertos forem divulgados após 22.
Vinicius Balbino