Benjamin Netanyahu — numa intervenção viralizada na última quarta‑feira, o primeiro‑ministro pediu medidas legais extraordinárias após a estreia do documentário NAZA em Veneza, prometendo alterar penalidades civis e a própria cidadania dos alegados responsáveis por difamação aos soldados do IDF.
Proposta legislativa e medidas anunciadas
Benjamin Netanyahu defendeu a criação de regras que permitam revogar a cidadania de quem “difamar” soldados das forças armadas. O discurso incluiu também a proposta de aumentar em vinte vezes as indemnizações por difamação aplicáveis nesses casos.
O apelo foi feito em vídeo e surge numa altura de forte polarização pública e política, com repercussões imediatas sobre os realizadores do documentário e a discussão sobre liberdade de expressão e segurança nacional.
“Vamos atingir‑los no bolso e também na cidadania, porque o lugar deles não é entre nós. Iremos ainda aumentar as indemnizações por difamação para valores vinte vezes superiores.”
O documentário, os realizadores e a receção em Veneza
O filme NAZA, co‑realizado por Yuval Abraham e Rachel Szor, apresenta no seu logline uma acusação directa: mostra “em detalhe os sistemas por detrás do alegado extermínio em massa de civis palestinianos em Gaza”.
NAZA inclui entrevistas com 24 oficiais e soldados de inteligência militar e recebeu o prémio especial do júri no Festival de Veneza, acompanhado por uma ovação em pé de 24,5 minutos — a mais longa registada no festival.
O que acha? O que acha desta polémica? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que propôs Benjamin Netanyahu depois da estreia de NAZA no Festival de Veneza?
Benjamin Netanyahu propôs a criação de uma lei que permita revogar a cidadania de quem “difamar” soldados do IDF e aumentar em vinte vezes as indemnizações por difamação. A proposta foi apresentada em vídeo na última quarta‑feira, imediatamente após a primeira exibição de NAZA em Veneza.
O que é o documentário NAZA e quem o realizou?
O documentário NAZA, co‑realizado por Yuval Abraham e Rachel Szor, é apresentado como uma investigação sobre operações militares em Gaza. O filme inclui entrevistas e foi exibido no Festival de Veneza, onde ganhou um prémio especial do júri.
Quantas entrevistas e que tipo de fontes aparecem em NAZA?
NAZA reúne entrevistas com 24 oficiais e soldados de inteligência militar, segundo a informação divulgada sobre o filme. Esses testemunhos são apresentados como peças centrais da narrativa que o documentário constrói acerca das operações no terreno.
Como foi a receção de NAZA no Festival de Veneza?
NAZA obteve o prémio especial do júri no Festival de Veneza e foi alvo de uma ovação em pé de 24,5 minutos, descrita como a mais longa na história recente do festival. Esses dados tornaram o filme um dos assuntos mais debatidos após a exibição.
O que disse Miki Zohar em reação ao documentário?
Miki Zohar, ministro da Cultura, publicou nas redes sociais críticas severas ao filme e ameaçou revogar a cidadania dos realizadores Yuval Abraham e Rachel Szor, descrevendo a obra como uma “traição” e anunciando intenção de agir de imediato para lhes retirar a nacionalidade.
João Martins