Adobe — a empresa está a mudar a forma como utilizadores acedem às suas ferramentas, privilegiando assistentes de IA como ponto de contacto em vez da interface tradicional das aplicações. A novidade amplia o alcance do Creative Cloud e pretende reduzir a barreira de entrada para quem não domina as apps clássicas.
Assistentes: o novo “front door” para o Creative Cloud
A atualização inclui um conector para o Google Gemini e uma versão estendida da integração com o Claude, oferecendo agora 80 “tools” que operam across Acrobat, Photoshop, Premiere, Express e Lightroom.
Entre as capacidades há ações que vão desde retoques de imagem a redimensionamento de vídeo para redes sociais e conversão de PDFs para diferentes formatos, tudo acionável por prompts de texto.
“Penso que vai haver um misto de tipos de utilizadores; pessoas que estão a fazer tarefas em LLMs e pessoas que querem ter mais controlo e criatividade quando entram nas nossas apps emblemáticas. Não penso que seja ‘isto’ ou ‘aquilo’ — penso que é tudo. Queremos ser valiosos em cada momento em que o utilizador está.” — Deepti Pradeep, diretora sénior de agentic AI da Adobe
Freemium e alcance: como a Adobe estrutura o acesso
A integração adopta um modelo de acesso escalonado: utilizadores convidados (guest) têm um subconjunto limitado de funcionalidades, quem inicia sessão com uma Adobe ID tem acesso amplo com restrições de uso, e assinantes pagos do Creative Cloud têm acesso praticamente ilimitado às ferramentas disponíveis via Claude.
Para os utilizadores do Gemini, a implementação prevê acesso para utilizadores gratuitos e pagos, mas sem a opção de guest access, incentivando o registo para obter mais funcionalidades.
O que acha? O que acha desta aposta da Adobe em assistentes de IA como nova superfície de trabalho? Para acompanhar mais novidades sobre tecnologia e serviços digitais, aceda à nossa editoria de Tecnologia.
Perguntas Frequentes
O que traz a integração da Adobe com Gemini e o Claude para quem usa o Creative Cloud?
A integração da Adobe com Gemini e com o Claude traz 80 ferramentas operacionais que interagem com aplicações do Creative Cloud, incluindo Acrobat, Photoshop, Premiere, Express e Lightroom. A atualização, anunciada na quinta‑feira, permite realizar tarefas como editar texto em PDFs, retocar imagens e redimensionar vídeos através de prompts de texto.
Como funciona o modelo de acesso às ferramentas da Adobe dentro do Claude e do Gemini?
A Adobe propõe um modelo freemium: no Claude há três níveis — guest com acesso limitado, utilizadores com Adobe ID com funcionalidades completas sujeitas a restrições e assinantes pagos do Creative Cloud com acesso quase ilimitado. No Gemini, há acesso para utilizadores gratuitos e pagos, mas sem capacidade de guest access.
A integração com assistentes de IA põe em risco o negócio da Adobe?
A Adobe encara as integrações como uma forma de ampliar o alcance do Creative Cloud e não de o substituir, mantendo funcionalidades complexas nas apps principais. A empresa anunciou um programa de recompra de ações de 25 mil milhões em abril, enquanto analistas apontam que a distribuição via assistentes pode aumentar a base de utilizadores.
Quais as funcionalidades interactivas já disponíveis no Claude através da Adobe?
Que impacto terá isto para utilizadores não criativos ou de escritórios?
A Adobe espera que integrar o Creative Cloud em assistentes como Claude e Gemini reduza a curva de aprendizagem para utilizadores não criativos, tornando tarefas como actualizar ficheiros PDF mais rápidas. Segundo uma sondagem da Gallup de maio, cerca de 15% dos empregados nos EUA usam IA diariamente, o que sublinha potencial de adoção.
Inês Ferreira