Activision Blizzard — um processo aberto no início de setembro por uma veterana do departamento sonoro trouxe ao público alegações de tentativa de estupro e um padrão de assédio contínuo dentro do estúdio. A reclamante, uma designer de som que manteve o anonimato, descreve múltiplas situações de intimidação e ameaças à carreira ao longo de vários anos.
As alegações contra o estúdio
O processo detalha que a design de som sofreu um episódio particularmente grave entre 2011 e 2012, quando um colega a terá levado ao seu apartamento, bloqueado a saída, ameaçado com violência física e tentado estuprá-la.
Além desse episódio, a ação judicial afirma que, entre 2010 e 2015, outro profissional do mesmo departamento a assediou e a ameaçou profissionalmente para impedir denúncias. Também são descritas tentativas de sabotagem de carreira e pressões sobre a saúde mental da trabalhadora.
«Esforçamo‑nos por manter um espaço respeitador e inclusivo; agimos através de políticas e sistemas concebidos para prevenir e identificar assédio, discriminação e retaliação, bem como para responsabilizar os funcionários pelo seu comportamento.»
Resposta da produtora e historial
A Activision Blizzard publicou uma declaração a assegurar que trata este tipo de alegações com seriedade, sem, contudo, detalhar se iniciará uma investigação formal ou se contactará a ex‑funcionária para esclarecimentos adicionais.
O processo surge num contexto já sensível: em 2021 o estúdio esteve envolvido numa investigação sobre cultura de trabalho e, na sequência, registou uma paralisação de mais de 3.000 membros da equipa e acabou por pagar um acordo de US$ 35 milhões a vítimas. Recentemente, a empresa também anunciou novos projectos de jogos, incluindo títulos com lançamentos planeados para 2029.
O que acha? O que acha desta nova acusação contra a Activision Blizzard e do impacto que pode ter na indústria? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que afirma o novo processo contra a Activision Blizzard?
O processo contra a Activision Blizzard alega tentativa de estupro e assédio contínuo no ambiente de trabalho. A acusação, apresentada no início de setembro, descreve um episódio entre 2011 e 2012 em que a reclamante foi levada a um apartamento e alegadamente sofreu uma tentativa de violação, além de episódios de assédio entre 2010 e 2015.
Quem é a reclamante no processo contra a Activision Blizzard?
A reclamante é uma designer de som veterana que optou por permanecer anónima no processo contra a Activision Blizzard. Nos autos, ela afirma ter sido alvo de assédio e ameaças dentro do departamento sonoro ao longo de vários anos, com impactos na sua carreira e bem‑estar profissional.
Quando e onde ocorreram as alegadas agressões na Activision Blizzard?
As alegadas agressões descritas no processo ocorreram sobretudo entre 2010 e 2015, com um episódio específico entre 2011 e 2012 em que a vítima alega tentativa de estupro num apartamento ligado a um colega do departamento sonoro. O dossier refere ainda comportamentos abusivos no próprio estúdio.
Como reagiu a Activision Blizzard a estas alegações?
A Activision Blizzard respondeu por meio de uma declaração pública a dizer que trata estas alegações com seriedade e que procura manter um ambiente inclusivo. A declaração não especificou, porém, se será aberta uma investigação interna nem se haverá contacto com a ex‑funcionária para apurar os factos.
Existem antecedentes de casos semelhantes contra a Activision Blizzard?
A Activision Blizzard já enfrentou acusações semelhantes em 2021, que conduziram a uma investigação e a uma paralisação de mais de 3.000 membros da equipa; na sequência, a empresa pagou um acordo de US$ 35 milhões a vítimas. Esse historial é citado no novo processo como contexto das alegações.
Mariana Sousa