Xbox — A marca está a testar uma estratégia agressiva para levar várias das suas propriedades ao cinema e à televisão: em vez de licenciar jogos isoladamente, propõe um acordo em lote que junta dezenas de IPs e pede somas na ordem dos 300 milhões de dólares por parceiro, uma manobra com grande risco e potencial impacto na indústria.
- Flash resumo: proposta em lote reúne títulos como Halo, Diablo e World of Warcraft; um estúdio teria de pagar mais de 300 milhões de dólares por um acordo de longa duração.
Como funcionaria o acordo em lote e por que é diferente
A ideia passa por concentrar várias franquias num único contrato, evitando a dispersão por vários estúdios e parceiros. Em vez de licenciar individualmente cada jogo, um estúdio obteria direitos sobre “mais de uma dúzia” de propriedades e assumiria o desenvolvimento de adaptações subsequentes.
Esta abordagem altera a dinâmica habitual de licenciamento audiovisual: em teoria, permite uniformidade criativa e sinergias de produção, mas exige compromisso financeiro e operacional muito elevado por parte do estúdio parceiro. Xbox manteria o controlo sobre quais títulos entram no pacote e sobre a gestão estratégica dessas marcas.
Um estúdio teria de pagar mais de 300 milhões de dólares por um acordo de longa duração e, perante esse preço, pelo menos um potencial parceiro recuou na negociação.
O impacto nas adaptações já anunciadas e no ecossistema
Entre as propriedades envolvidas estão franquias com produções já em curso ou planeadas, como um filme de Call of Duty apontado para 2028 e a série de Fallout com três temporadas prevista para a plataforma Prime Video. A existência destes projectos levanta dúvidas sobre como serão tratados numa eventual reestruturação de direitos.
Outros títulos mencionados no pacote incluem Halo, Diablo, World of Warcraft e menções históricas como um projecto falhado de Overwatch e ideias para Elder Scrolls. A concentração de tantas marcas num único acordo pode acelerar algumas adaptações, mas também pode atrasar ou reavaliar produções já anunciadas.
O que acha? Acredita que esta estratégia em bloco vai tornar mais viáveis as adaptações de videojogos ou apenas afastará potenciais parceiros? Para acompanhar mais sobre videojogos e indústria, aceda à nossa editoria em Games.
Perguntas Frequentes
O que é exactamente o acordo em lote que a Xbox está a propor?
O acordo em lote referido aloca várias franquias num único contrato: a Xbox disponibilizaria dezenas de IPs para um estúdio gerir adaptações cinematográficas e televisivas, em vez de licenciar cada título individualmente. O modelo exige pagamentos de grande escala — na ordem dos 300 milhões de dólares por um acordo de longa duração.
Quais franquias entram nesse pacote de IPs?
As franquias incluídas no pacote citam nomes como Halo, Diablo, World of Warcraft e outras propriedades do mesmo grupo. Figuras como Overwatch ou Elder Scrolls surgem no historial de projectos que já foram ponderados para televisão, o que indica um leque amplo de universos potencialmente envolvidos.
Quanto custaria a um estúdio assegurar esse conjunto de direitos?
O valor indicado para assegurar um acordo de longa duração com várias IPs ronda os 300 milhões de dólares por estúdio. Esse montante já terá feito recuar pelo menos um potencial parceiro, evidenciando o nível de compromisso financeiro exigido para este tipo de operação.
Que estúdios mostraram interesse em conversar sobre o negócio?
Estúdios de grande dimensão terão estado entre os interlocutores, com nomes citados no mercado como Netflix, Paramount e Universal a demonstrar interesse nas negociações. A presença de grandes players sinaliza a ambição da proposta, embora o custo elevado seja um obstáculo.
Como afectaria projectos já anunciados como o filme Call of Duty ou Fallout?
Projectos já anunciados, como o filme Call of Duty apontado para 2028 e a série de Fallout com três temporadas para a Prime Video, poderiam ser reavaliados caso os direitos sejam consolidados num novo acordo. Tal movimento pode levar a renegociações contratuais ou a ajustes nos cronogramas de produção.
Miguel Andrade