Wim Wenders: cineastas são "o antídoto" após polémica na Berlinale
Wenders reiterou que cineastas têm um olhar empático e disse que não defendeu silêncio político, afirmando ainda que "somos o antídoto". Reafirmação em Veneza: a ideia de empatia versus política Durante a conferência no Festival de Veneza, Wim Wenders foi questionado sobre a declaração que gerou críticas em Fevereiro na Berlinale, quando exerceu funções de presidente do júri. O realizador voltou a distinguir o trabalho artístico do trabalho político, sublinhando a centralidade da empatia. Wenders apresentou no evento o documentário From Inside Out — The Architecture of Peter Zumthor e aproveitou a ocasião para esclarecer que a sua mensagem visa diferenciar linguagens e objetivos, não silenciar as vozes dos cineastas. "Temos de manter‑nos fora da política porque, se fizermos filmes dedicadamente políticos, entramos no campo da política. Nós somos o oposto da política... Somos o antídoto." Como a declaração influenciou o debate nos festivais A intervenção original de Fevereiro dominou a agenda da Berlinale: quase todos os realizadores e atores foram questionados sobre política nas conferências de imprensa, e a polémica levou mesmo à retirada de Arundhati Roy do festival. No seguimento do tumulto, a direção do festival em Berlim sentiu‑se obrigada a emitir um esclarecimento, e vozes no circuito cinematográfico — incluindo a de Maggie Gyllenhaal — destacaram que o cinema é, por natureza, um espaço que pode fomentar empatia e reflexão política. O que acha? O que pensa desta polémica sobre a posição dos cineastas face à política? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria. Perguntas Frequentes O que quis dizer Wim Wenders quando falou em ficar "fora da política" na Berlinale? Wim Wenders explicou que, ao afirmar que cineastas devem "ficar fora da política", não pretendia pedir silêncio político; referiu que o cinema trabalha com empatia e uma lógica distinta da política institucional. A declaração inicial ocorreu durante a sua presidência do júri na Berlinale, em Fevereiro. Onde e em que contexto Wim Wenders reiterou essa posição mais recentemente? Wim Wenders reiterou a sua posição numa conferência de imprensa no Festival de Veneza, onde apresenta o documentário From Inside Out — The Architecture of Peter Zumthor. Foi neste contexto que disse poder "repetir o mesmo" e clarificou a sua ideia sobre empatia e política. Que impacto teve a declaração de Wim Wenders no Festival de Berlim? A declaração de Wim Wenders na Berlinale em Fevereiro desencadeou um debate amplo: quase todos os cineastas e atores receberam perguntas sobre política, a autora Arundhati Roy retirou‑se do festival em protesto e a direção do evento acabou por publicar um esclarecimento sobre o episódio. O que disse Maggie Gyllenhaal em resposta ao debate sobre política e cinema? Maggie Gyllenhaal afirmou no arranque do Festival de Veneza que os filmes são "fundamentalmente, inegavelmente políticos" e defendeu que o cinema cria uma abertura para a empatia. A sua intervenção contrapôs a ideia de separar arte e política, destacando o papel do filme na compreensão humana. Qual é a ligação entre Wim Wenders e o documentário que apresentou em Veneza? 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Wim Wenders — em conferência de imprensa no Festival de Veneza, onde apresenta o seu novo documentário, o realizador voltou a explicar a sua posição sobre o papel dos cineastas na política e procurou reduzir a amplitude da polémica que dominou o debate no festival de Berlim.
Reafirmação em Veneza: a ideia de empatia versus política
Durante a conferência no Festival de Veneza, Wim Wenders foi questionado sobre a declaração que gerou críticas em Fevereiro na Berlinale, quando exerceu funções de presidente do júri. O realizador voltou a distinguir o trabalho artístico do trabalho político, sublinhando a centralidade da empatia.
Wenders apresentou no evento o documentário From Inside Out — The Architecture of Peter Zumthor e aproveitou a ocasião para esclarecer que a sua mensagem visa diferenciar linguagens e objetivos, não silenciar as vozes dos cineastas.
"Temos de manter‑nos fora da política porque, se fizermos filmes dedicadamente políticos, entramos no campo da política. Nós somos o oposto da política... Somos o antídoto."
Como a declaração influenciou o debate nos festivais
A intervenção original de Fevereiro dominou a agenda da Berlinale: quase todos os realizadores e atores foram questionados sobre política nas conferências de imprensa, e a polémica levou mesmo à retirada de Arundhati Roy do festival.
No seguimento do tumulto, a direção do festival em Berlim sentiu‑se obrigada a emitir um esclarecimento, e vozes no circuito cinematográfico — incluindo a de Maggie Gyllenhaal — destacaram que o cinema é, por natureza, um espaço que pode fomentar empatia e reflexão política.
O que acha? O que pensa desta polémica sobre a posição dos cineastas face à política? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que quis dizer Wim Wenders quando falou em ficar "fora da política" na Berlinale?
Wim Wenders explicou que, ao afirmar que cineastas devem "ficar fora da política", não pretendia pedir silêncio político; referiu que o cinema trabalha com empatia e uma lógica distinta da política institucional. A declaração inicial ocorreu durante a sua presidência do júri na Berlinale, em Fevereiro.
Onde e em que contexto Wim Wenders reiterou essa posição mais recentemente?
Wim Wenders reiterou a sua posição numa conferência de imprensa no Festival de Veneza, onde apresenta o documentário From Inside Out — The Architecture of Peter Zumthor. Foi neste contexto que disse poder "repetir o mesmo" e clarificou a sua ideia sobre empatia e política.
Que impacto teve a declaração de Wim Wenders no Festival de Berlim?
A declaração de Wim Wenders na Berlinale em Fevereiro desencadeou um debate amplo: quase todos os cineastas e atores receberam perguntas sobre política, a autora Arundhati Roy retirou‑se do festival em protesto e a direção do evento acabou por publicar um esclarecimento sobre o episódio.
O que disse Maggie Gyllenhaal em resposta ao debate sobre política e cinema?
Maggie Gyllenhaal afirmou no arranque do Festival de Veneza que os filmes são "fundamentalmente, inegavelmente políticos" e defendeu que o cinema cria uma abertura para a empatia. A sua intervenção contrapôs a ideia de separar arte e política, destacando o papel do filme na compreensão humana.
Qual é a ligação entre Wim Wenders e o documentário que apresentou em Veneza?
Wim Wenders é o autor do documentário From Inside Out — The Architecture of Peter Zumthor, apresentado em Veneza; a obra centra‑se na obra do arquiteto Peter Zumthor e serve de mote para Wenders sublinhar questões sobre criação, linguagem e empatia enquanto princípios do trabalho cinematográfico.
Curioso por natureza e apaixonado por tudo o que envolve o universo geek, João acompanha de perto as novidades que surgem todos os dias. Entre filmes, séries, videojogos, anime, tecnologia e cultura pop, procura sempre encontrar histórias que merecem ser partilhadas.