Whoop — a avaliação da empresa em mais de 10 mil milhões de dólares e o seu modelo de subscrição chamaram a atenção das grandes marcas, e o mercado de wearables sem ecrã ganhou ritmo em 2026 com propostas que privilegiam sensores, autonomia e discrição em vez de ecrãs luminosos.
De bandas a anéis: por que as marcas estão a virar a cara aos ecrãs
Quem acompanha o sector nota uma mudança: empresas como Google lançaram o Fitbit Air em maio e a Garmin apresentou o Cirqa em julho, enquanto a Apple explora opções sem ecrã. Esses lançamentos sublinham que o interesse passa por reduzir distrações e melhorar autonomia, não apenas por eliminar a interface visual.
O mercado responde a duas forças: a procura por dispositivos menos intrusivos e a fugaz paridade de capacidades entre bandas/ anéis e smartwatches, sobretudo em rastreio de sono e métricas de saúde.
«Não houve uma mudança significativa na qualidade dos sensores nos últimos anos; o que melhorou foram os algoritmos e a integração», disse Jitesh Ubrani, director de rastreio de dispositivos, sobre por que os wearables sem ecrã estão agora a tornar-se viáveis para mais consumidores.
Autonomia, conforto e utilidade: o argumento técnico
Com sensores como acelerómetros e PPG para ritmo cardíaco, oxigénio no sangue e respiração, muitos desses dispositivos conseguem métricas equivalentes às dos smartwatches. O foco deslocou-se para algoritmos e aprendizagem automática que transformam dados em recomendações úteis, por exemplo notificações de apneia do sono introduzidas no Apple Watch Series 10.
O trade-off torna-se claro: anéis como o Oura Ring 5 oferecem cerca de uma semana de bateria, enquanto relógios com ecrã, como a geração mais recente do Apple Watch, duram pouco mais de um dia. Esse ganho de autonomia é decisivo para quem quer usar dispositivos durante o sono ou manter vários wearables simultaneamente.
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Perguntas Frequentes
O que é a Whoop e por que a sua avaliação influenciou a onda de wearables sem ecrã?
Whoop é uma empresa de bandas de fitness com um modelo de subscrição que, em março de 2026, foi avaliada em mais de 10 mil milhões de dólares. Essa valorização e o destaque mediático ao seu enfoque em métricas de sono e recuperação encorajaram rivais a lançar alternativas sem ecrã e sem subscrição obrigatória.
Por que os wearables sem ecrã estão a tornar-se populares em 2026?
Os wearables sem ecrã ganharam popularidade porque, para além de reduzir distrações, permitem mais autonomia — anéis e bandas têm baterias de dias ou semanas — e beneficiam de sensores miniaturizados combinados com algoritmos de machine learning que melhoram a precisão das métricas de saúde.
Quais produtos concretos surgiram como alternativas ao modelo da Whoop?
Entre as alternativas estão o Fitbit Air lançado em maio e o Garmin Cirqa apresentado em julho, além de anéis como o Oura Ring 5 e opções da Samsung como o Galaxy Ring. Muitas destas propostas evitam a subscrição anual de cerca de US$199 que a Whoop pratica.
Que sensores e funcionalidades tornam os wearables sem ecrã úteis para rastreio de saúde?
Wearables sem ecrã suportam sensores como acelerómetros e PPG para medir frequência cardíaca, oxigénio no sangue e padrões respiratórios. Esses sensores, combinados com software, permitem funcionalidades como monitorização do sono, deteção de apneia (vista em modelos recentes de relógios) e sugestões de melhoria de sono.
Os wearables sem ecrã são uma moda ou uma reinvenção semelhante a dispositivos do passado?
A história mostra precedentes: o Jawbone Up em 2011, o Nike+ FuelBand em 2012 e o Fitbit Flex em 2013 eram bandas simples para passos e sono. Hoje, sensores e algoritmos mais apurados e a procura por menos ecrãs transformam essa abordagem, tornando esses dispositivos uma proposta sustentável em vez de mera moda passageira.
Mariana Sousa