Trabalhadores mais velhos — um inquérito recente revela uma divisão geracional nítida: profissionais com mais idade estão bem mais optimistas quanto ao impacto da inteligência artificial no emprego do que os mais jovens.
- Flash resumo: Quase metade da Geração X tem uma visão positiva da IA, enquanto apenas cerca de um terço da Geração Z partilha esse otimismo.
Diferença geracional nas atitudes face à IA
O levantamento mostra que membros da Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) são substancialmente mais favoráveis à adopção da IA do que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).
Enquanto quase metade dos inquiridos da Geração X declarou uma atitude positiva, apenas cerca de um terço dos inquiridos da Geração Z demonstrou igual nível de confiança na tecnologia.
Quase metade dos participantes da Geração X indicou uma visão positiva sobre a IA, ao passo que somente cerca de um terço da Geração Z partilhou essa avaliação.
O receio dos mais jovens e a confiança dos mais experientes
Os profissionais mais jovens tendem a ligar a adopção da IA ao risco de perda de postos de trabalho, colocando a substituição laboral como principal motivo de preocupação.
Por seu lado, os trabalhadores mais velhos mostram maior convicção de que a experiência acumulada lhes permitirá manter funções até à reforma, refletindo uma perceção diferente sobre como a IA afectará trajectórias profissionais.
O que acha? Acha que a diferença de perceção entre gerações reflecte mudança real no mercado de trabalho ou apenas um receio temporário? Para acompanhar mais sobre tecnologia e mercado de trabalho, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Por que os trabalhadores mais velhos são mais optimistas sobre a IA?
Trabalhadores mais velhos manifestam maior optimismo sobre a IA segundo a sondagem da Glassdoor: quase metade da Geração X tem uma visão positiva. Essa confiança, reflectida no inquérito, apoia-se na perceção de que a experiência profissional ajuda a adaptar-se às mudanças tecnológicas e a preservar o emprego até à reforma.
Em que medida a Geração X difere da Geração Z nas atitudes face à IA?
Trabalhadores mais velhos diferem claramente da Geração Z: a Geração X apresenta quase metade de respostas positivas à IA, enquanto a Geração Z regista cerca de um terço com essa mesma posição. Os anos de nascimento ajudam a entender o contexto — Geração X (1965–1980) versus Geração Z (1997–2012).
Que preocupações a Geração Z revela sobre a IA?
Trabalhadores mais velhos identificam que a Geração Z teme sobretudo a perda de postos de trabalho; o inquérito mostra que os mais jovens apresentam menor confiança na IA por receios de substituição. Essa ansiedade traduz-se em cautela face a tecnologias que alteram rotinas e funções profissionais.
Como encaram os trabalhadores mais velhos a sua própria segurança profissional perante a IA?
Trabalhadores mais velhos declaram maior confiança em manter o emprego até à reforma, segundo a sondagem. A ideia subjacente é que a experiência acumulada facilita a adaptação e a preservação de funções, o que explica a diferença de atitude face às perspectivas trazidas pela IA.
Que implicações esta divisão geracional tem para empregadores e políticas de RH?
Trabalhadores mais velhos realçam a necessidade de resposta empresarial a essa assimetria: a diferença de perceções sugere que programas de formação e gestão de transição podem ser cruciais. O inquérito indica uma oportunidade para as empresas reduzirem o receio dos jovens e capitalizarem a experiência dos mais velhos.
João Martins