Tom Cruise — numa conversa da BAFTA em Londres, o actor projetou um futuro em que a inteligência artificial se impõe, mas sublinhou que a procura por representações humanas e experiências teatrais se mantém; a sua posição junta-se ao tom de quem prepara um filme de mudança radical de imagem.
Por que Tom Cruise aposta no cinema presencial frente à IA
Cruise argumentou que a exibição em sala representa “um tipo diferente de arte” e que o convívio colectivo que o cinema proporciona é insubstituível. Citou a recente vaga de bilheteira como sinal de que a audiência continua a procurar esse formato.
O actor referiu o desempenho do último verão, que facturou $4,76 mil milhões entre 1 de maio e o Labor Day, como exemplo do apetite por histórias humanas e de largada. Cruise também afirmou não ter nada contra plataformas de streaming, mas salientou a diferença de experiência.
“Sabe, isto está a chegar e vai acontecer. Mas as pessoas querem ver coisas reais.”
“Digger”: transformação extrema e um chamado aos criativos
Cruise aproveitou para antecipar “Digger”, dirigido por Alejandro G. Iñárritu, no qual interpreta um magnata do petróleo e surge irreconhecível graças a um fato de enchimento e próteses que, segundo o relato, chegavam a demorar seis horas a aplicar inicialmente.
O actor descreveu o filme como “um dos mais originais e emotivos” que viu e repetiu o apelo aos colegas de profissão para “continuarem a criar” perante a chegada da IA. “Digger” tem estreia marcada para 2 de outubro, distribuído pela Warner Bros.
O que acha? O que acha desta posição de Tom Cruise sobre a IA e o cinema? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que disse Tom Cruise sobre a inteligência artificial na conversa da BAFTA em Londres?
Tom Cruise afirmou na conversa da BAFTA em Londres que a inteligência artificial “está a chegar e vai acontecer”, mas reforçou que as audiências procuram “coisas reais” no ecrã; salientou a importância da experiência teatral e apelou aos criativos para que continuem a produzir conteúdo humano e original.
Quando estreia o filme Digger em que Tom Cruise surge transformado?
Tom Cruise regressa em “Digger”, que estreia a 2 de outubro pela Warner Bros. No filme, realizado por Alejandro G. Iñárritu, o actor interpreta um magnata do petróleo e usa um fato e próteses que inicialmente demoravam cerca de seis horas a aplicar.
Por que Tom Cruise citou a bilheteira do último verão ao falar de IA?
Tom Cruise referiu a campanha de bilheteira do último verão, que facturou $4,76 mil milhões entre 1 de maio e o Labor Day, como evidência de que o público continua a deslocar‑se às salas; usou esse dado para sustentar que a procura por histórias humanas permanece forte.
Tom Cruise rejeitou o streaming como formato?
Tom Cruise afirmou que não tem nada contra o streaming, descrevendo-o como um formato válido, mas diferenciou-o claramente do cinema presencial, considerando a ida à sala como “um tipo diferente de arte” que fomenta a experiência partilhada entre espectadores.
O que ligou Tom Cruise entre os “Mission: Impossible” e a discussão sobre IA?
Tom Cruise recordou que a franquia “Mission: Impossible” tem estado na vanguarda tecnológica, citando o filme de 2025 “The Final Reckoning”, em que a IA surge como antagonista, como exemplo de como a ficção cinematográfica já explora os desafios e as narrativas em torno da inteligência artificial.
Ricardo Almeida