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Tim Schafer diz que “ganância” alimenta demissões há quatro anos

Tim Schafer, fundador da Double Fine, criticou a vaga de despedimentos que afeta a indústria de jogos há quatro anos e explicou que a sua equipa só tomou conhecimento da possível saída do grupo Xbox através de rumores online; Schafer defende que a cena indie mantém a criatividade, apesar dos riscos financeiros e da instabilidade entre grandes estúdios.

Tim Schafer diz que “ganância” alimenta demissões há quatro anos
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Tim Schafer — o fundador da Double Fine abriu o tema da instabilidade na indústria de videojogos, acusando uma postura de "ganância" que, na sua visão, explica a vaga de demissões que persiste há quatro anos. A sua leitura mistura frustração com optimismo quanto ao papel dos estúdios independentes.

Como a Double Fine descobriu a separação do grupo Xbox

A Double Fine ficou a saber da intenção de encerramento de actividades no grupo Xbox por meio de rumores que circularam online, sem aviso prévio formal. Perante essa incerteza, a equipa optou por negociar a saída e regressar a um estatuto independente.

O processo envolveu negociações que permitiram ao estúdio retomar actividade autónoma e continuar a desenvolver projectos fora da estrutura em que estava integrado.

"Ouvimos os rumores; depois os rumores confirmaram‑se, e então decidimos que queríamos seguir sozinhos, trabalhámos nas negociações e agora voltámos a existir de novo."

Crítica às demissões e aposta na cena indie

Schafer questionou a lógica económica por trás das sucessivas ondas de cortes: apesar de jogos lucrativos e de público a jogar, as demissões prolongam‑se e, segundo ele, algo parecido com "ganância" pode estar a provocar essa contradição. A situação já dura cerca de quatro anos, na sua avaliação.

Ao mesmo tempo, o fundador da Double Fine salientou a energia criativa da comunidade indie como factor de esperança, mas não deixou de reconhecer que esse segmento também enfrenta riscos, sobretudo financeiros.

"Não percebo a economia de fazer jogos, para ser sincero. Por anos pensei que a situação alternava entre altos e baixos, mas isto está em baixa há uns quatro anos e eu não sei por quê."
"Porque as pessoas estão a jogar, e as empresas estão a ganhar dinheiro, então não consigo perceber a perda tão grande de empregos. Só imagino que alguém, em algum lugar, esteja a ser ganancioso."
"Mas espero que isto seja um ciclo, e espero que volte a subir, porque existe muita vida, energia e criatividade na indústria de jogos indie agora."

O que acha? Acha que a indústria de jogos conseguirá inverter esta vaga de demissões e que os estúdios indie serão o motor da recuperação? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que exatamente disse Tim Schafer sobre as demissões na indústria de jogos?

Tim Schafer afirmou não compreender a "economia de fazer jogos" e referiu que a vaga de demissões se prolonga há cerca de quatro anos; considerou que, apesar dos lucros e do público a jogar, existe uma dinâmica em que "alguém, em algum lugar, está a ser ganancioso".

Como a Double Fine soube que deixaria o grupo Xbox?

A Double Fine só tomou conhecimento da possibilidade de saída do grupo Xbox através de rumores na internet; esses rumores confirmaram‑se e a equipa decidiu negociar a independência, processo que permitiu ao estúdio retomar actividade fora da estrutura anterior.

Qual é a posição de Tim Schafer sobre o futuro dos estúdios independentes?

Que riscos associados ao indie Schafer mencionou?

Tim Schafer alertou que, nos jogos indie, não há garantia de estabilidade laboral e que o risco predominante é financeiro: muitos desenvolvedores enfrentam a possibilidade de ficar sem dinheiro, o que é uma forma diferente de insegurança em relação aos cortes nos grandes estúdios.

O que significa, na prática, a saída da Double Fine do grupo Xbox?

A saída da Double Fine do grupo Xbox traduz‑se numa reestruturação que exemplifica como mudanças corporativas podem gerar ondas de cortes e reorganizações; para os fãs, simboliza também a possibilidade de o estúdio retomar caminhos criativos fora de uma grande equipa.

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POR Ricardo Almeida
Ricardo Almeida

Advogado de profissão e apaixonado por tecnologia desde cedo, Ricardo encontrou na escrita uma forma de juntar duas das suas grandes paixões. No 4GEEK.pt, acompanha temas relacionados com tecnologia, inteligência artificial, entretenimento, gaming e cultura digital, procurando sempre acrescentar uma perspectiva clara e responsável.

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