The Imaginary Kings — o projecto de longa‑metrado de Eire Cid marcou presença no incubador da Madrid Film School (ECAM) como um dos cinco trabalhos seleccionados, trazendo uma proposta estética agressiva e alinhada com a cultura urbana. A selecção coloca o filme num circuito de desenvolvimento europeu exigente e visível.
Estética e tema: uma narrativa sobre masculinidade urbana
O argumento acompanha Rude, um adolescente tatuado que vive com o pai num bairro operário e navega entre música trap, apostas, agressões e vícios. A personagem mistura sensibilidade e volatilidade, e a história explora como a perda e a nostalgia moldam uma masculinidade em crise.
A abordagem formal é descrita pela equipa criativa como anti‑naturalista e incisiva: imagens fluorescentes e sujas compõem uma estética pensada para reflectir tensão social e emocional. Vigo surge como cenário simbólico dessa herança de masculinidade industrial em declínio.
“É um projecto irreverente e visceral, com uma estética estilizada, anti‑naturalista. Fluorescente, sujo e sexy, fortemente influenciado pela cultura urbana.” — Eire Cid
Desenvolvimento, parceiros e calendário de produção
O filme percorreu vários programas de incubação e residências durante o desenvolvimento, incluindo a 4.ª edição do Rueda Program, a iniciativa inaugural da escola TAI, a Navarra Residency, o AGAG Mentorship Program for Women Screenwriters e o CREA Conecta Lab. O percurso reforça a dimensão europeia do projecto.
Mentores reconhecidos acompanharam a escrita, entre eles realizadores e autores com prémios e trajectórias consolidadas. A produção está planeada para começar a rodar no final do próximo ano, com Vigo escolhido não só como pano de fundo físico, mas como elemento narrativo central.
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Perguntas Frequentes
O que é The Imaginary Kings e em que contexto foi apresentado?
O filme The Imaginary Kings é a longa‑metragem de estreia de Eire Cid e foi apresentado como um dos cinco projectos seleccionados para o 9.º incubador da Madrid Film School (ECAM). O projecto destaca‑se pela exploração da masculinidade jovem e por uma estética influenciada pela cultura urbana.
Quando e onde está prevista a rodagem de The Imaginary Kings?
Eire Cid tem planeado que The Imaginary Kings seja rodado no final do próximo ano, com Vigo apontada como local de filmagem. A escolha de Vigo relaciona‑se com a presença visível de portos e o legado da indústria naval, elementos que alimentam a narrativa e o clima do filme.
Qual é a história central de The Imaginary Kings?
The Imaginary Kings centra‑se em Rude, um adolescente tatuado que vive com o pai num bairro operário, e acompanha o seu luto pela morte de um amigo chamado El Rubio. A narrativa aborda temas como a violência, o consumo de substâncias, as apostas e a busca por empatia entre jovens.
Que programas e mentores acompanharam o desenvolvimento do projecto?
O projecto The Imaginary Kings passou por várias formações, incluindo o Rueda Program (4.ª edição), a residência da TAI, a Navarra Residency, o AGAG Mentorship Program for Women Screenwriters e o CREA Conecta Lab. A escrita teve mentoria de nomes como Alberto Guntín, Belén Funes, Lola Mayo, Albert Serra e Silvia Herreros de Tejada.
Que tipo de estética e tom visual o filme promete transmitir?
The Imaginary Kings propõe uma estética estilizada e anti‑naturalista, descrita como fluorescente, suja e sexy, fortemente influenciada pela cultura urbana. O tom anuncia uma abordagem visceral e irreverente, pensada para representar a tensão emocional de jovens em contextos operários.
Inês Ferreira