Sega — a empresa está a ver uma transformação no seu público: uma fração cada vez maior de adeptos segue as franquias sem chegar a jogar os jogos que as originaram, um fenómeno com impacto directo nas vendas de produtos licenciados.
Fãs não-jogadores alimentam o mercado de merchandising
A tendência não é isolada: várias propriedades intelectuais da Sega estão a atrair audiências que preferem consumir conteúdo através de vídeos e transmissões em vez de jogar. Esse padrão tem influenciado o portefólio comercial da editora.
Na prática, a série Like a Dragon exemplifica o movimento: a linha de produtos licenciados da franquia tem tido adesão notória, com uma maioria feminina nas compras de artigos relacionados.
Uma fatia crescente dos fãs segue as franquias da Sega sem jogar os jogos originais, impulsionando a procura por merchandising e novos pontos de contacto.
Transmídia e experiência de mercado como alavanca
A Sega está a valorizar esses públicos não-jogadores ao multiplicar pontos de entrada: canais oficiais, conteúdos em vídeo e parcerias com criadores são usados para ampliar a ligação à marca. O enfoque é transformar espectadores em consumidores de produtos licenciados.
O catálogo de itens já vai além de broches e suportes de acrílico, incluindo roupa, cosméticos e edições limitadas. Essa diversificação reflecte uma aposta numa estratégia transmídia que coloca diferentes formas de contacto ao alcance do público.
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Perguntas Frequentes
Por que a Sega considera que há um número crescente de fãs que nunca jogaram os títulos como Like a Dragon?
A Sega identifica que muitos fãs acompanham as suas franquias através de vídeo e transmissões, em vez de jogar. Essa audiência converte-se sobretudo em compradores de produtos licenciados; no caso de Like a Dragon, esse efeito manifesta‑se em vendas notórias de merchandising e numa mudança demográfica do público consumidor.
Que proporção das compras de merchandising de Like a Dragon é feita por mulheres?
Like a Dragon regista entre 60% e 70% de consumidoras nas suas linhas de produtos licenciados, segundo a medição divulgada pela empresa. Essa percentagem contrasta com o perfil de quem joga os títulos, mostrando que a base de compradores de merchandise pode ter dinâmica própria.
Como a estratégia transmídia da Sega ajuda a converter espectadores em consumidores?
A estratégia transmídia da Sega passa por multiplicar pontos de contacto — canal oficial no YouTube, colaborações com criadores e produtos de lifestyle — o que facilita que espectadores sem experiência de jogo se identifiquem com personagens e comprem roupas, cosméticos ou edições limitadas.
Qual é a experiência prévia de Shuji Utsumi que influencia esta abordagem ao mercado?
Shuji Utsumi tem experiência no mercado de jogos mobile, tendo passado pela Cybird antes de regressar ao grupo SegaSammy em 2019. Essa vivência com títulos dirigidos a públicos femininos contribuiu para a percepção sobre o potencial dos produtos licenciados e para a actual estratégia transmídia.
Aonde muitos fãs seguem Like a Dragon sem experimentar os jogos?
Like a Dragon é largamente acompanhado através do canal oficial da Sega no YouTube e por transmissões feitas por criadores de conteúdo populares, canais que cumprem o papel de entrada para quem não joga, mas que consome narrativas, personagens e produtos associados.
João Martins