Rob Bonta — abriu a conferência com um apelo à estabilidade do sector audiovisual, defendendo que o acordo negociado com a Paramount traz garantias concretas para os empregos e a produção em Los Angeles, mesmo não sendo o desfecho ideal que pretendia inicialmente.
Acordo com medidas práticas e compromissos em estúdio
Bonta destacou que o texto da resolução inclui monitorização independente e compromissos da Paramount para aumentar a produção doméstica, além de um compromisso expresso de não vender os lotes de Los Angeles por pelo menos cinco anos.
O responsável também apontou que o acordo visa criar certeza para a indústria e evitar a incerteza que, segundo o argumento apresentado, prolongaria riscos em tribunal e no mercado de trabalho do cinema.
«Não acho que estas duas empresas devam fundir‑se. [...] Este acordo é o oposto da Disney‑Fox.»
Pressões externas, críticas e consequências legais
O processo envolveu uma coligação de 12 estados que assinou a resolução, enquanto a Writers Guild of America apresentou e resolveu a sua própria ação antitrust, considerando que os termos «ficam muito aquém» das protecções necessárias para os argumentistas.
Durante as negociações houve pressão política e sindical — incluindo governadores e lideranças laborais — e a Paramount chegou a ameaçar transferir operações para o Tennessee, além de pedir judicialmente que a coligação de estados pagasse 1,88 mil milhões de dólares por alegados atrasos.
O que acha? Acha que o acordo vai mesmo proteger os empregos e a produção em Los Angeles? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que prevê exatamente o acordo que Rob Bonta defendeu para a fusão Paramount–Warner?
O acordo que Rob Bonta defendeu permite a fusão entre a Paramount e a Warner Bros., inclui monitorização independente, compromissos para aumentar a produção doméstica e uma cláusula que impede a venda dos lotes de Los Angeles por pelo menos cinco anos; doze estados assinaram a resolução que formaliza estes termos.
Por que Rob Bonta afirma que o acordo é «o oposto da Disney‑Fox»?
Rob Bonta afirmou que, ao contrário da fusão Disney‑Fox — que segundo a sua avaliação levou a uma redução massiva na produção — este acordo inclui remédios e compromissos destinados a garantir um «upside» para a produção, com medidas específicas para preservar e aumentar a atividade cinematográfica nos EUA.
Como reagiu a Writers Guild of America (WGA) ao acordo defendido por Rob Bonta?
A Writers Guild of America (WGA) considerou que os termos do acordo «ficam muito aquém» do que protegia adequadamente os argumentistas, tendo a WGA movido a sua própria ação antitrust e resolvido o caso em calendário separado por não conseguir suportar o custo de prosseguir sem o apoio dos estados.
Que pressões e riscos exteriores influenciaram as negociações defendidas por Rob Bonta?
Rob Bonta enfrentou pressão de figuras políticas e grupos laborais, além de uma estratégia da Paramount que incluiu a ameaça de deslocar operações para o Tennessee e um pedido judicial para que a coligação de estados pagasse 1,88 mil milhões de dólares por alegados atrasos no processo.
De que forma o acordo pode afectar a produção em Los Angeles a curto prazo?
Rob Bonta destacou que o acordo incorpora compromissos destinados a aumentar a produção doméstica e que a Paramount se comprometeu a não alienar os seus lotes de Los Angeles por pelo menos cinco anos, uma medida pensada para garantir estabilidade imediata às produções locais.
João Martins