Quino — o labrador reconhecido pelo trabalho em operações de busca e salvamento na Venezuela — morreu após um agravamento de uma doença que acabou por causar falência de vários órgãos. A história do animal mistura heroísmo em campo com meses de tratamentos sem diagnóstico conclusivo, tornando a perda num caso que chamou a atenção internacional.
A luta contra a doença
Quino esteve a ser acompanhado por equipas veterinárias de vários países ao longo dos últimos dois meses, numa tentativa de descobrir a origem do problema que o debilitou.
O quadro clínico agravou-se recentemente: os pulmões começaram a acumular sangue e verificou-se falência de órgãos, incluindo fígado e rins, apesar dos tratamentos realizados.
“Já não aguentava mais” — Moisés Benlloch, bombeiro da IAE.
O papel de Quino nas operações de resgate
Quino fazia parte da equipa da ONG IAE que foi enviada para a Venezuela depois dos sismos registados a 24 de junho, onde ajudou a localizar pessoas entre escombros durante as operações de busca.
O dono, Pancho, levou Quino à Universidade Católica de Valência numa última tentativa de diagnóstico e tratamento, onde o animal acabou por falecer. Ao longo do processo chegou a ser lançada uma campanha de angariação de fundos para suportar exames e cuidados.
O que acha? O que acha desta perda? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Que aconteceu a Quino, o labrador que participou nos resgates na Venezuela?
Quino morreu após um agravamento clínico que culminou em falência de vários órgãos; os pulmões chegaram a acumular sangue. O labrador integrou operações de busca e salvamento e, depois de várias tentativas de diagnóstico em clínicas estrangeiras, acabou por falecer numa clínica veterinária da Universidade Católica de Valência.
Quais os tratamentos a que Quino foi submetido e onde foram feitos?
O labrador Quino passou por avaliações e tratamentos em clínicas veterinárias em Espanha, França, Argentina e Estados Unidos nos dois meses anteriores ao óbito. Apesar dos esforços clínicos e de exames realizados nesses países, não foi possível obter um diagnóstico definitivo que revertesse o quadro.
Em que operações de busca Quino participou durante a missão na Venezuela?
Quino integrou a equipa da ONG IAE enviada após os sismos registados a 24 de junho, abalos de magnitude 7,2 e 7,5, que ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas. O labrador foi destacado por ajudar a localizar pessoas entre os escombros durante as operações.
Quem acompanhava Quino nas missões e quem o levou à clínica na Valência?
Quino estava a trabalhar integrado na equipa da IAE e era acompanhado pelo seu dono, Pancho, durante as missões. Foi Pancho quem levou Quino à clínica da Universidade Católica de Valência numa última tentativa de encontrar uma solução para o problema de saúde.
Houve apoio financeiro para os tratamentos de Quino?
Uma campanha de angariação de fundos foi criada para suportar os tratamentos e exames de Quino realizados ao longo dos últimos meses. Essa iniciativa destinou-se a cobrir despesas médicas enquanto o cão era avaliado em clínicas de diferentes países na procura de um diagnóstico.
Ricardo Almeida