Physint — a mudança de editor longamente especulada concretizou-se: a PlayStation saiu do projecto e a publicação passa para a Xbox, tornando a obra não exclusiva da plataforma japonesa. A decisão expõe como métricas de rentabilidade e gestão de orçamentos estão a moldar contratos com estúdios de autor.
Por que a PlayStation decidiu afastar‑se do projecto
A PlayStation comunicou esta semana que se retirou da colaboração com a Kojima Productions, citando preocupações ligadas a orçamentos, potencial de lucro, exclusividade e atrasos nos prazos de desenvolvimento. Estas reservas pesaram o suficiente para que a editora optasse por deixar o título continuar com outro parceiro.
A nova parceria com Xbox assume agora a publicação do jogo e inclui, segundo os termos divulgados pelo estúdio, uma relação alargada que abrange jogos e projectos audiovisuais. Hideo Kojima afirmou que encontrou «um parceiro com quem partilhamos uma visão de futuro».
«Encontramos no Xbox um parceiro com quem compartilhamos uma visão de futuro.» Hideo Kojima
Números da franquia Death Stranding e o impacto financeiro
Os dois jogos Death Stranding geraram, em conjunto, cerca de US$ 413 milhões em receitas ao longo de dez anos, com um retorno sobre o investimento estimado entre 18% e 38% pela consultoria que avaliou a franquia. Esse quadro financeiro foi apresentado como um dos factores que influenciaram decisões editoriais.
Detalhes operacionais: o primeiro Death Stranding (2019) vendeu perto de 5 milhões de cópias e rendeu US$ 243 milhões, com um orçamento citado de US$ 100 milhões; Death Stranding 2 (2025) alcançou 2,5 milhões de cópias, gerando US$ 170 milhões e com orçamentos indicados entre US$ 150 e 200 milhões. No PS5, o segundo título teve 1,8 milhão de cópias e 700 mil na Steam.
O que acha? Acha que a PlayStation errou ao abandonar o projecto? Para acompanhar mais notícias sobre videojogos, aceda à nossa editoria em Games.
Perguntas Frequentes
O que mudou no destino do jogo Physint e quem vai publicá‑lo agora?
Physint passa a ser publicado pela Xbox, depois de a PlayStation ter comunicado estar a retirar‑se do projecto esta semana. A Kojima Productions anunciou a nova parceria que inclui publicação do jogo e colaborações em cinema e televisão, mantendo o estúdio na liderança criativa e o título em produção.
Quais foram os motivos apontados para a saída da PlayStation do projecto Physint?
A PlayStation saiu do projecto por preocupações com o orçamento, a lucratividade potencial, a condição de exclusividade e prazos perdidos no desenvolvimento. Estas questões financeiras e de calendário foram decisivas na opção de não continuar a parceria editorial com a Kojima Productions.
Quanto é que a franquia Death Stranding rendeu e como isso influenciou a decisão?
A franquia Death Stranding rendeu cerca de US$ 413 milhões ao todo, com uma estimativa de retorno sobre o investimento entre 18% e 38%. Esses números ilustram margens reduzidas face a orçamentos citados e foram referidos como factores que tornaram a PlayStation mais cautelosa em novos compromissos.
Quando foi que Hideo Kojima soube da saída da PlayStation e quanto tempo levou a encontrar novo parceiro?
Hideo Kojima recebeu aviso da intenção de cancelamento em meados de junho e passou cerca de três meses à procura de outro parceiro editorial. No final desse período, foi formalizada a colaboração com a Xbox para publicar o jogo e desenvolver projectos adicionais.
O que inclui a nova parceria entre Kojima Productions e Xbox além da publicação do Physint?
A parceria entre Kojima Productions e Xbox inclui, para além da publicação do Physint, a continuação da colaboração já existente (o Xbox já publicava OD do estúdio) e um plano alargado que contempla iniciativas cinematográficas e televisivas associadas aos projectos do estúdio.
Diogo Costa