No Paradise If You Are Killed by a Woman — apresenta-se como uma peça cinematográfica que mistura suspense de combate com drama pessoal, colocando uma sniper curda no centro de uma missão de resgate. A urgência da narrativa e o peso simbólico da personagem transformam a obra numa aposta evidente para públicos do Médio Oriente e para comunidades da diáspora curda.
Uma protagonista que encarna resistência
Vyan, interpretada por Avan Jamal, é uma jovem curda de 24 anos que vive na Noruega e volta a Kurdistão iraquiano em 2014, quando o Estado Islâmico ataca. Os pais são mortos e a irmã Helin é raptada; Vyan escapa, vinga-se do comprador que a aprisionou e junta-se a uma unidade feminina das Peshmerga como sniper.
Ao longo do filme, a personagem afirma ter abatido mais de 100 combatentes em três anos e transforma-se num alvo com uma recompensa de um milhão de dólares — um dado que estrutura tanto a tensão narrativa como a perceção do seu estatuto entre inimigos e aliados.
Vyan calcula ter matado mais de 100 inimigos em três anos, o que justifica a recompensa de um milhão de dólares pela sua cabeça.
Produção, estreia e recepção técnica
O filme é assinado pelo realizador norueguês-curdo Halkawt Mustafa, que se baseou em projectos de investigação anteriores sobre mulheres combatentes e na sua experiência como fotojornalista. Trata‑se de uma coprodução entre Noruega, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Suécia, produzida por Hene Films e parceiros, com vendas mundiais a cargo de True Colors (Roma).
Destacam‑se a fotografia de John Erling H. Fredriksen, a banda sonora de Trond Bjerknes e a concepção sonora de Mattias Eklund e Jan Kasskawo, além do uso de locais reais em Mosul. A obra estreou em Veneza fora de competição, foi publicada em análise online em 5 de setembro de 2026 e tem uma duração de 110 minutos.
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Perguntas Frequentes
O que conta No Paradise If You Are Killed by a Woman e quem é a protagonista Vyan?
No Paradise If You Are Killed by a Woman narra a história de Vyan, interpretada por Avan Jamal, uma sniper curda que em 2014 vê a família assassinada e a irmã Helin raptada pelo Estado Islâmico em Mosul. Vyan foge, junta‑se às Peshmerga e embarca numa missão solitária de resgate que estrutura o filme.
Em que contexto No Paradise If You Are Killed by a Woman foi apresentado ao público e qual a sua relação com os Óscares?
No Paradise If You Are Killed by a Woman foi exibido fora de competição no Festival de Cinema de Veneza e foi escolhida como a submissão do Iraque na corrida ao Óscar de Melhor Filme Internacional; a peça tem 110 minutos e entrou no circuito de vendas internacionais com a True Colors, em Roma.
Quem realizou No Paradise If You Are Killed by a Woman e em que investigação se apoia o filme?
O realizador Halkawt Mustafa assina No Paradise If You Are Killed by a Woman; a obra inspira‑se na pesquisa de Mustafa, incluindo um projecto televisivo de 2015 intitulado "The Women ISIS Fears", e na sua vivência como fotojornalista, contextualizando a narrativa em costumes curdos e experiências de combate feminino.
Quais são os destaques técnicos e onde foi filmado No Paradise If You Are Killed by a Woman?
No Paradise If You Are Killed by a Woman destaca‑se pela fotografia de John Erling H. Fredriksen, pela concepção sonora de Mattias Eklund e Jan Kasskawo e pela música de Trond Bjerknes; o filme foi rodado em locais reais de Mosul, o que reforça o retrato das ruínas e da campanha de libertação retratada na tela.
Qual a produção e distribuição de No Paradise If You Are Killed by a Woman?
No Paradise If You Are Killed by a Woman é uma coprodução entre Noruega, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Suécia, produzida por Hene Films em parceria com La Media e The Chimney Pot, com apoio do Oslo Film Fund; os direitos para a região MENA foram acordados com a Sony/Empire e as vendas mundiais ficaram a cargo da True Colors em Roma.
João Martins