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Netflix enfrenta queixa da Flórida por alegada recolha de dados de menores

A empresa Netflix foi alvo de uma queixa apresentada no Tribunal do Sétimo Circuito Judicial da Flórida que alega recolha e comercialização de dados obtidos junto de famílias, incluindo perfis de crianças. O documento de 66 páginas aponta que essa informação serviu para criar publicidade direccionada após o lançamento de um plano com anúncios em 2022. A Netflix nega as acusações e diz que cumprirá a lei.

Netflix enfrenta queixa da Flórida por alegada recolha de dados de menores
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Netflix — a nova acção judicial contra a plataforma foca-se no uso de dados de utilizadores, com ênfase em perfis infantis e em como essas informações terão alimentado uma operação publicitária que, segundo a queixa, a empresa prometeu nunca construir. O processo altera o cenário regulatório para serviços de streaming que equilibram subscrições e receitas de anúncios.

Acusações centrais e dimensão do processo

A queixa, apresentada no Tribunal do Sétimo Circuito Judicial da Flórida, tem 66 páginas e descreve um suposto padrão de recolha de “eventos de utilizador”, que incluiria localização do dispositivo, histórico de pesquisa, interacções como pausar ou retroceder, e o momento em que um utilizador deixa de ver um programa.

O documento alega que esses dados, recolhidos mesmo em perfis de crianças, foram usados para criar publicidade direccionada e que terceiros obtiveram acesso sem consentimento explícito dos consumidores. O processo cita promessas antigas da empresa sobre um produto livre de anúncios como elemento central da alegação.

«A Netflix disse às famílias da Flórida que poderiam pagar uma mensalidade para escapar à vigilância das grandes tecnológicas. Isso era falso. A Netflix recolheu dados detalhados sobre crianças e famílias, desenhou o produto para manter as crianças a ver e depois comercializou essa informação para lançar o negócio publicitário que prometera não construir. Os pais, não os executivos, orientam a educação das crianças. A Netflix deve ser responsabilizada.»

Resposta da Netflix e contexto legal

A Netflix respondeu que trata a privacidade dos membros com seriedade, que cumpre a legislação de protecção de dados nos mercados onde actua e que dispõe de salvaguardas para crianças. A empresa refere ainda a sua Política de Privacidade e Termos de Utilização como explicação das práticas e indica que os membros podem desactivar anúncios comportamentais.

O avanço desta acção surge depois de outras iniciativas do procurador‑geral da Flórida contra empresas de tecnologia. O caso coloca novamente em foco o debate sobre publicidade direccionada em serviços de subscrição e o tratamento de perfis infantis após a introdução de um plano com anúncios pela plataforma em 2022. Para verificar a oferta de streaming, consulte a página oficial da Netflix.

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Perguntas Frequentes

O que diz a queixa apresentada contra a Netflix na Flórida?

A queixa contra a Netflix, apresentada no Tribunal do Sétimo Circuito Judicial da Flórida, acusa a empresa de recolher dados detalhados de utilizadores, incluindo perfis infantis, e de usar essa informação para construir um negócio publicitário. O documento tem 66 páginas e aponta exemplos como localização, histórico de pesquisas e interacções de reprodução.

Que provas a queixa menciona sobre a recolha de dados?

A queixa refere a existência de um vasto registo de “eventos de utilizador” na Netflix, com dados como a localização do dispositivo, quando um utilizador pausa ou retrocede e quando para de ver um programa. Esses registos são citados no documento como a base para alegadas práticas de segmentação publicitária.

Quando é que a Netflix lançou um plano com anúncios citado na queixa?

A queixa assinala que a Netflix lançou um nível com anúncios em 2022, mudança que, segundo o documento, coincidiu com a transformação dos dados recolhidos em receita publicitária e com a comercialização de perfis de utilização junto de terceiros.

Como respondeu a Netflix às acusações da Flórida?

A Netflix respondeu que leva a privacidade dos membros a sério, que cumpre as leis de protecção de dados onde opera e que possui salvaguardas próprias para crianças. A empresa também afirmou que membros podem desactivar anúncios comportamentais e que perfis infantis não recebem publicidade comportamental.

Que outros processos o procurador‑geral da Flórida tem aberto contra empresas de tecnologia?

O procurador‑geral da Flórida já avançou com processos contra outras empresas de tecnologia em casos distintos, incluindo ações recentes envolvendo plataformas conhecidas por questões de segurança infantil e de consumidores. Esses antecedentes ajudam a enquadrar a intenção regulatória evidenciada na queixa contra a Netflix.

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POR Miguel Andrade
Miguel Andrade

Desde pequeno que é fascinado por tudo o que envolve tecnologia, entretenimento e cultura pop. No 4GEEK.pt, gosta de descobrir novidades, acompanhar tendências e transformar aquilo que mais desperta a curiosidade dos fãs em conteúdos simples, informativos e interessantes.

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