NAZA — uma petição assinada por 1.500 nomes da indústria cinematográfica expressa solidariedade aos co-realizadores Yuval Abraham e Rachel Szor, depois da estreia do documentário em Veneza e da reação das autoridades em Israel. A mobilização sublinha a crescente polarização em torno do filme e as potenciais consequências legais para os autores.
Petição reúne personalidades e denuncia campanha de incitamento
A petição, lançada na segunda‑feira, foi subscrita por figuras proeminentes do cinema israelita, incluindo Ari Folman, Nadav Lapid, Orna Ben‑Dor Niv, Hagai Levi e Shlomi Elkabetz, entre outros, e totaliza cerca de 1.500 assinaturas. O texto apela ao apoio de quem defende a liberdade de expressão e criação diante das pressões sofridas pelos realizadores.
Os signatários pedem que o papel da arte e do jornalismo como espelho da sociedade seja preservado, mesmo quando o conteúdo aborda realidades difíceis e controversas.
“Chamamos todos os que ainda lutam pela liberdade de expressão e criação a juntarem‑se na demonstração de apoio e solidariedade a Rachel Szor e Yuval Abraham.”
Prémios, alegações e resposta das autoridades
O documentário NAZA venceu um prémio especial do júri em Veneza e recebeu uma ovação de 24,5 minutos, mas as suas alegações — nomeadamente sobre sistemas que teriam contribuído para mortes em massa em Gaza e o uso de inteligência artificial para identificar alvos — provocaram contestação oficial.
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Perguntas Frequentes
Quem assinou a petição em defesa dos realizadores de NAZA e quantas adesões reuniu?
NAZA motivou uma petição que reuniu cerca de 1.500 assinaturas na segunda‑feira. Entre os subscritores estão cineastas reconhecidos como Ari Folman, Nadav Lapid, Orna Ben‑Dor Niv, Hagai Levi e Shlomi Elkabetz, que apelam à protecção da liberdade de expressão diante das pressões sobre os co‑realizadores.
O que afirma o documentário NAZA sobre as operações em Gaza?
NAZA apresenta, segundo a sua sinopse, uma descrição dos sistemas por detrás de alegadas mortes em massa de civis em Gaza, com entrevistas a 24 oficiais e soldados de inteligência militar israelita. O filme foi rodado em segredo, sobretudo à noite, em telhados de Telavive, e expõe métodos que suscitam controvérsia.
Que reacções oficiais provocou NAZA em Israel após Veneza?
NAZA desencadeou reacções que incluem a ameaça de revogação de cidadania por parte do ministro da Cultura, Miki Zohar, e a instrução do chefe do Estado‑Maior, general Eyal Zamir, para que o gabinete jurídico militar examine possíveis acções legais por alegada difamação. O filme recebeu entretanto um prémio especial do júri em Veneza.
Os realizadores de NAZA voltaram a Israel ou planeiam regressar?
Os co‑realizadores Yuval Abraham e Rachel Szor disseram em entrevista durante o festival de Veneza que pretendem regressar a Israel, apesar das dificuldades. Yuval Abraham destacou que a vida e as famílias deles continuam no país, o que motiva a intenção de voltar e prosseguir o trabalho.
Como reagiu a comunidade cinematográfica internacional a NAZA?
NAZA suscitou solidariedade na comunidade cinematográfica: além do prémio em Veneza e da ovação de 24,5 minutos, uma petição assinada por cerca de 1.500 profissionais expressou apoio aos realizadores e denunciou uma campanha de incitamento e ameaça à liberdade de criação.
Vinicius Balbino