Monstro: A História de Lizzie Borden — a nova temporada da antologia que revisita crimes reais muda o tom da franquia ao centrar uma mulher no seu núcleo e a transformar uma história histórica em espectáculo televisivo. A temporada oferece uma conclusão ficcionalmente inequívoca para um crime que, na realidade, permanece sem solução judicial.
Final sem ambiguidade: a versão da série sobre os homicídios
A temporada de oito episódios termina por atribuir os assassinatos de Andrew e Abby Borden a uma dupla: Lizzie Borden e a criada Bridget “Maggie” Sullivan agem em conjunto no último episódio, intitulado "Carnival".
Na dramatização, o ataque é apresentado como um acto conjunto — Lizzie ataca a madrasta no quarto de hóspedes e Maggie confronta o pai na sala — e a manipulação do júri é parte central da narrativa que justifica a absolvição ficcional.
Esta dramatização foi lançada na Netflix em formato de temporada completa, oferecendo uma leitura artística que prioriza o impacto emocional sobre a fidelidade estrita aos registos históricos.
O episódio final, "Carnival", revela que Lizzie Borden e Bridget Sullivan executaram os assassinatos juntas e encenaram álibis que levaram à absolvição de Lizzie.
Elenco, estética e licenças poéticas
O elenco inclui Ella Beatty como Lizzie Borden e Vicky Krieps como Bridget Sullivan, com participações de Charlie Hunnam, Rebecca Hall, Billie Lourd, Jessica Barden e Sarah Paulson. A produção aposta num estilo visual gótico e num registo que mistura humor negro com farsa.
Max Winkler realizou seis dos oito episódios e Sarah Adina Smith dirigiu os restantes; as filmagens decorreram principalmente em estúdios e locações em Los Angeles e em unidades de produção em Roma. A temporada assume várias liberdades: o romance entre Lizzie e a criada, a presença teatral no julgamento e a ligação temática a Aileen Wuornos são construções ficcionais do roteiro.
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Perguntas Frequentes
O que mostra Monstro: A História de Lizzie Borden sobre quem cometeu os assassinatos?
Monstro: A História de Lizzie Borden apresenta, no episódio final intitulado "Carnival", a versão em que Lizzie Borden e Bridget “Maggie” Sullivan cometeram os homicídios. A narrativa mostra a dupla a planear e a executar os ataques contra Abby e Andrew Borden, queimando roupas ensanguentadas e encenando álibis durante o julgamento.
Em que medida a série altera os factos conhecidos sobre Lizzie Borden?
Na série Monstro: A História de Lizzie Borden, várias licenças poéticas aparecem: o romance entre Lizzie e a criada, a participação teatral no julgamento e a conexão temporal com Aileen Wuornos são invenções do roteiro. Historicamente, não existem provas de que Lizzie e Bridget fossem amantes ou cúmplices nos crimes de 1892.
Quando e como foi lançada a temporada de Monstro dedicada a Lizzie Borden?
Monstro: A História de Lizzie Borden estreou na plataforma Netflix como temporada completa de oito episódios a 17 de setembro de 2026. A opção por lançar todos os episódios de uma vez reforça a narrativa contínua e permite ao espectador seguir a reconstrução ficcional do caso do começo ao fim.
Quem dirige e onde foram filmadas as sequências da temporada?
A série Monstro: A História de Lizzie Borden teve a direcção principal de Max Winkler, que assinou seis episódios, e Sarah Adina Smith, responsável por dois. As filmagens ocorreram em estúdios e locações em Los Angeles, com sequências adicionais rodadas durante semanas em Roma, Itália.
Que elementos históricos do caso de 4 de agosto de 1892 a série mantém?
Monstro: A História de Lizzie Borden mantém factos centrais do caso real — o duplo homicídio de Andrew e Abby Borden em 4 de agosto de 1892 em Fall River, as discrepâncias nos depoimentos e o julgamento de junho de 1893 que culminou na absolvição de Lizzie. A série, porém, oferece uma explicação ficcional para esses acontecimentos.
Vinicius Balbino