Microsoft Copilot — a plataforma passa a combinar Chat, o agente Cowork, o ambiente de desenvolvimento Code e o Autopilot (antigo Scout) numa experiência única, com o objectivo de fazer as várias ferramentas parecerem modos diferentes de realizar trabalho em vez de produtos separados. A intenção declarada é que os utilizadores descrevam o resultado desejado sem escolher um modo; o Copilot trata de encaminhar a tarefa para o componente mais adequado.
Arquitectura unificada e novos componentes para contexto empresarial
A arquitectura central separa a orquestração, o contexto e a memória dos modelos individuais, permitindo que diversas funcionalidades (chat, agentes, criação de aplicações) se alimentem de uma camada comum. Entre os componentes anunciados estão o Fabric IQ e o Work IQ, pensados para dar ao Copilot maior compreensão dos dados, processos e fluxos de trabalho das empresas.
O Fabric IQ já está integrado no Chat e no Cowork e encontra-se geralmente disponível, enquanto o Work IQ vai entrar em pré-visualização pública dentro do próximo mês. Estas integrações visam reduzir erros de contexto e tornar as respostas e acções do Copilot mais alinhadas com sistemas como Dynamics 365 e Power Platform.
“A mudança prática é passar de uma IA que conhece informação para uma IA capaz de ligar o que aconteceu, por que aconteceu e o que precisa acontecer a seguir; um insight de negócio pode assim tornar‑se o ponto de partida para análise e acção subsequente.” — Abhishek Satapathy, principal analyst
Code redesenhado, runtime gerido e controlo de custos
O ambiente Code foi redesenhado para alargar a audiência da criação de software, ocupando a zona intermédia entre desenvolvimento tradicional e automação simples, e permitindo que utilizadores de negócio construam aplicações internas mais complexas sem projectos formais. Em paralelo foi apresentado o Copilot Managed Runtime, um ambiente gerido para executar aplicações criadas com Code, Cowork e Copilot Studio dentro do perímetro Microsoft 365 com controlos de segurança e governação.
A empresa também expandiu ferramentas de FinOps e um registo unificado de plugins, além de estender a faturação por uso a capacidades agentic como Cowork, Code e Autopilot, enquanto o Chat e o Copilot noutros cenários Microsoft 365 continuam cobertos pela licença de utilizador. A gestão de custos e visibilidade de consumo destinam‑se a ajudar CIOs a avaliar valor e optimizar investimentos.
O que acha? Acha que estas mudanças vão ajudar as empresas a controlar melhor a proliferação de aplicações internas? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que é exactamente o Microsoft Copilot unificado e que componentes reúne?
O Microsoft Copilot unificado junta o Chat conversacional, o agente Cowork para trabalhos delegados, o ambiente redesenhado Code e o Autopilot (antigo Scout) numa única experiência. Esta consolidação inclui também infraestruturas de contexto como Fabric IQ e Work IQ, além de um registo de plugins e um runtime gerido para executar aplicações empresariais.
Quando estarão disponíveis as novas funcionalidades como Fabric IQ, Work IQ e Copilot Managed Runtime?
O Fabric IQ já está generally available integrado no Chat e no Cowork; o Work IQ entra em pré‑visualização pública no próximo mês e o Copilot Managed Runtime encontra‑se em public preview, com o ponto inicial “Home” a começar a ser disponibilizado através do programa Frontier nas próximas semanas.
Como funciona a faturação por uso no novo Copilot e quais capacidades a usam?
A faturação por uso no Copilot aplica‑se a capacidades agentic de longa duração, incluindo Cowork, Code e Autopilot, enquanto o Chat e o Copilot integrados no Microsoft 365 continuam cobertos pela licença de utilizador. Esta distinção significa que o custo passa a depender do trabalho delegado a agentes e do consumo gerado por essas tarefas.
O que traz o redesenho do Code para equipas de negócio e desenvolvimento?
O Code redesenhado alarga o leque de pessoas que podem criar aplicações, preenchendo o espaço entre automações simples e projectos de engenharia complexos; permite construir dashboards, ferramentas internas e fluxos que seriam pouco práticos como projectos formais, enquanto os desenvolvedores usam o mesmo ambiente para acelerar a entrega técnica.
Diogo Costa