José Castelo Branco — A segunda sessão do julgamento do socialite começou no Tribunal de Cascais no dia 22 e teve depoimentos que podem alterar a leitura dos factos: médicos ouvidos pela acusação afirmaram que as lesões observadas em Betty Grafstein não seriam compatíveis com uma queda acidental.
Depoimentos médicos que mudam a narrativa
Três testemunhas ligadas à área da saúde foram ouvidas pela manhã e trouxeram observações clínicas que colocam em causa a versão da defesa. Uma das médicas sublinhou que os sinais observados apontam mais para um traumatismo por contacto do que para uma queda isolada.
A médica explicou que a fratura pareceria recente pela ausência de sinais de calcificação no osso, detalhe que contradiz a afirmação do arguido sobre antiguidade da lesão.
A defesa considerou que o documento contém "conteúdo opinativo".
O que vem a seguir no julgamento
Ao longo da tarde estão agendadas dez testemunhas indicadas pela acusação, entre as quais vários médicos do Hospital CUF Cascais que prestaram assistência a Betty Grafstein. Estas audições podem trazer exames e relatórios clínicos decisivos para a avaliação das lesões.
Os advogados de defesa apresentaram um requerimento para que o relatório médico já entregue na primeira sessão seja novamente analisado, argumentando questões sobre a natureza das conclusões incluídas no documento.
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Perguntas Frequentes
O que foi ouvido na segunda sessão do julgamento de José Castelo Branco no Tribunal de Cascais?
Na segunda sessão do julgamento, José Castelo Branco esteve a acompanhar a audiência por videochamada enquanto três testemunhas da área da saúde contradisseram a defesa. A sessão decorreu no Tribunal de Cascais no dia 22 e focou-se nas lesões sofridas por Betty Grafstein, de 97 anos, e na sua compatibilidade com diferentes mecanismos de lesão.
Que conclusão apresentou a médica sobre as lesões de Betty Grafstein durante o julgamento?
A médica indicada na audiência considerou que as lesões de Betty Grafstein não eram compatíveis com uma queda acidental e poderão resultar de um empurrão. A avaliação baseou‑se, entre outros sinais, na ausência de calcificação óssea, o que sugere uma fratura relativamente recente e não ocorrida há meses.
Quantas testemunhas estão previstas na fase seguinte do processo contra José Castelo Branco?
Estão previstas dez testemunhas a serem ouvidas pela tarde, entre as quais vários médicos do Hospital CUF Cascais que assistiram a Betty Grafstein. Estas oitivas destinam‑se a esclarecer o relatório clínico e a sequência temporal das lesões que fundamentam a acusação de violência doméstica.
Como reagiu a defesa de José Castelo Branco ao relatório médico apresentado na primeira sessão?
A defesa de José Castelo Branco apresentou um requerimento para que o relatório médico da primeira sessão seja reanalisado, alegando que o documento contém "conteúdo opinativo". O pedido visa questionar a admissibilidade ou a interpretação de conclusões médicas já juntadas aos autos.
Betty Grafstein esteve presente na segunda sessão do julgamento em Cascais?
Betty Grafstein, de 97 anos, não esteve presente na segunda sessão do julgamento no Tribunal de Cascais; o arguido, José Castelo Branco, de 63 anos, acompanhou a audiência por videochamada. A ausência da vítima foi referida durante as oitivas das testemunhas médicas.
Ricardo Almeida