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Influenciadores recebem milhares por promoções de casinos ilegais

Uma investigação jornalística identificou que influenciadores e ex-concorrentes de reality shows promoveram casinos online não licenciados, recebendo pagamentos, comissões e bónus por publicações. Entre os nomes apontados está Sandrina Pratas, que relatou ter sido paga mensalmente e que um familiar perdeu 500 euros. Foram registadas mais de 4.000 queixas, sem acusações formais conhecidas.

Influenciadores recebem milhares por promoções de casinos ilegais
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Influenciadores — uma investigação recente concluiu que figuras conhecidas nas redes sociais estiveram a promover plataformas de jogo online sem licença, em campanhas que combinavam pagamentos diretos, comissões sobre perdas e conteúdos preparados para sugerir ganhos fáceis. O esquema apresenta também indícios de formas de pagamento que levantam dúvidas fiscais.

Como funcionava o esquema de promoção

As campanhas exploravam formatos visuais nas redes sociais: publicações e stories mostravam supostos ganhos elevados e eram ativadas por bónus oferecidos às próprias figuras. Havia propostas de pagamento mensal para publicar apenas os momentos em que os criadores apareciam a ganhar.

Além do pagamento fixo, o modelo incluiu comissões sobre as perdas dos utilizadores angariados e conteúdos pré-produzidos que construíam a ideia de lucratividade fácil, situação que alimentou críticas sobre responsabilidade e práticas de marketing no sector.

"Entraram em contacto comigo e propuseram-me um negócio. Davam-me bónus para eu jogar no casino e filmar-me apenas quando ganhasse. Pagavam-me mensalmente pelas histórias que publicava. Tinha de fazer crer que era fácil ganhar dinheiro […]. Caí na realidade quando o meu tio perdeu 500 euros. Senti que estava a destruir a minha vida e a dos outros." — Sandrina Pratas

Quem foi identificado e que consequências existem

A investigação apontou várias personalidades ligadas a reality shows e criadores de conteúdo — entre os nomes mencionados estão Catarina Miranda, Bruno Savate, Bernardina Brito, Francisco Monteiro, Helena Isabel, Joana Diniz, Afonso Leitão e Vânia Sá. Algumas pessoas contactadas não comentaram os contratos ou os ganhos mostrados.

Foram registadas mais de 4.000 queixas junto das autoridades, mas, até ao momento, não existem acusações formais divulgadas em relação a estas promoções. O caso colocou a questão da responsabilidade de influenciadores na divulgação de plataformas de jogo e da necessidade de maior transparência.

O que acha? Acha que a promoção de plataformas de jogo por figuras públicas devia ser mais regulada? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que revelou a investigação sobre influenciadores e casinos ilegais?

Influenciadores surgem como promotores de plataformas de jogo não licenciadas numa investigação jornalística que detectou pagamentos mensais, bónus e comissões por perdas. A investigação documentou também a criação de conteúdos que realçavam apenas os ganhos, e indicou mais de 4.000 queixas apresentadas às autoridades.

Quais os nomes associados às promoções de casinos sem licença?

Influenciadores identificados incluem ex-concorrentes de reality shows como Sandrina Pratas, Bruno Savate, Bernardina Brito, Francisco Monteiro, Helena Isabel, Joana Diniz, Afonso Leitão e Vânia Sá. A lista foi apontada pela investigação e várias dessas figuras não comentaram os detalhes contratuais publicamente.

Sandrina Pratas disse o quê sobre a sua participação?

Sandrina Pratas declarou que recebeu bónus e pagamento mensal para mostrar vitórias e que acabou por desenvolver hábitos de jogo; relatou ainda que um familiar perdeu 500 euros, o que a levou a afastar-se dessas campanhas. A sua experiência foi usada como exemplo do impacto pessoal dessas promoções.

Foram feitas queixas ou há processos em curso?

Influenciadores envolvidos surgem num contexto em que foram apresentadas mais de 4.000 queixas às autoridades, segundo a apuração jornalística. Apesar disso, até agora não são conhecidas acusações formais relacionadas com as promoções das plataformas apontadas.

Como funcionavam os pagamentos e que problemas fiscais foram apontados?

Influenciadores aceitaram propostas que incluíam pagamentos diretos, comissões sobre perdas de utilizadores e bónus para criar conteúdos que vinculassem ganhos. A investigação refere formas de pagamento que levantaram suspeitas relativamente ao cumprimento de obrigações fiscais por parte das plataformas.

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POR Inês Ferreira
Inês Ferreira

Inês é apaixonada por histórias, personagens e universos que conseguem prender a atenção do público. No 4GEEK.pt, acompanha as novidades de anime, filmes, séries, videojogos, tecnologia e cultura pop, procurando trazer aos leitores conteúdos informativos, leves e fáceis de acompanhar.

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