Googlebooks — a aposta é clara: estes portáteis estão a tentar transformar a experiência Android num ambiente de trabalho completo, onde as aplicações e a integração com telemóveis ditam se o produto vingará no mercado de portáteis premium.
Hardware e preço: um salto além do Chromebook
Os Googlebooks deixam para trás a imagem de clamshells plásticos e posicionam-se como equipamentos de gama superior, com chassis em metal e ecrãs brilhantes pensados para rivalizar com portáteis mais caros. Os preços começam nos 900€, com modelos variados que prometem configuração robusta.
O leque de processadores limita-se a duas famílias: alguns modelos utilizam o Qualcomm Snapdragon X Elite, enquanto outros vêm com Intel Core Ultra Series 3. Há ofertas concretas como o Acer Googlebook 14 a rondar o limiar dos 1 000€, com Acer a listar esse preço como promoção por tempo limitado; outros fabricantes, incluindo Asus, Lenovo e HP, apontam para valores perto dos 1 300€, e a versão XPS está cotada nos 1 200€.
“Queremos que os utilizadores Android tenham um portátil intuitivo.”
Software, IA e a aposta nas aplicações
O sistema GooglebookOS mistura partes do ChromeOS e do Android num kernel Linux personalizado, optimizado tanto para x86 como para ARM, e integra o modelo Gemini em várias ferramentas do ambiente de trabalho. A experiência de área de trabalho mantém laços com ChromeOS, mas acrescenta widgets que podem ser criados via prompt com uma interface tipo chatbot.
Além do design, a diferenciação técnica passa pelo suporte nativo a aplicações: espera-se que centenas de aplicações funcionem de forma nativa ao lançamento, incluindo “50 dos 100” jogos mais vendidos na Google Play. Para as restantes, existe um modo de “App Cast” que duplica a imagem do telemóvel para o ecrã do portátil mas permite o uso do rato e do teclado.
O que acha? Acha que os Googlebooks vão cumprir as promessas de integração com Android e competir com os MacBooks? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que são os Googlebooks e em que se distinguem dos Chromebooks?
Os Googlebooks são uma nova família de portáteis que combinam elementos do ChromeOS e do Android através do GooglebookOS, com um kernel Linux personalizado para x86 e ARM. Estão pensados para experiências mais premium que os Chromebooks antigos, com foco em ecrãs melhores, chassis de metal e integração direta com aplicações móveis.
Quando chegam os Googlebooks e qual é a faixa de preços?
Os Googlebooks têm lançamento previsto para o mês seguinte ao anúncio e começam com preços a partir dos 900€. Alguns modelos, como o Acer Googlebook 14, aparecem abaixo dos 1 000€ em promoções limitadas; modelos de marcas como Asus, Lenovo e HP têm preços perto dos 1 300€, enquanto o XPS Googlebook está cotado em 1 200€.
Que processadores são usados nos Googlebooks e como isso afeta compatibilidade?
Os Googlebooks usam essencialmente duas famílias de chips: o Qualcomm Snapdragon X Elite em alguns modelos e o Intel Core Ultra Series 3 noutros. Essa escolha significa suporte optimizado tanto para arquitecturas ARM como x86, o que é central para a compatibilidade de aplicações nativas e para o desempenho em tarefas com IA embutida.
O que é o Magic Pointer e como o Gemini entra na experiência?
O Magic Pointer é uma funcionalidade que invoca um cursor assistido por IA ao mexer o rato, permitindo seleccionar múltiplos elementos do ecrã e pedir ao Gemini que execute tarefas (por exemplo, agrupar mensagens como evento de calendário). O acesso a essa IA também aparece via tecla Quick Insert, num estilo semelhante a interfaces de conversa com modelos Gemini.
Como funcionam as aplicações não nativas e que títulos serão suportados?
Quando uma aplicação não tiver versão nativa para GooglebookOS, ela pode ser apresentada através de App Cast, que espelha o ecrã do telemóvel para o portátil e permite interacção com rato e teclado. No lançamento estão prometidas centenas de apps nativas, incluindo “50 dos 100” jogos mais vendidos na Google Play Store.
Mariana Sousa