Festival de Veneza — a organização está a ponderar cancelar a conferência de imprensa de abertura do júri devido a um conflito de agenda e prepara, em alternativa, um cocktail de boas‑vindas para a imprensa, numa mudança que chega quando o festival enfrenta forte pressão política e um alinhamento competitivo de carácter polémico.
- Flash resumo: A conferência do júri “provavelmente não” terá lugar; em troca será organizado um cocktail para jornalistas antes da abertura, que arranca a 2 de setembro com a estreia mundial de Danny Boyle, "Ink".
Press conference em risco e alternativa para a imprensa
A organização do Festival de Veneza comunicou que a habitual conferência de imprensa do júri na Lido "provavelmente não" vai acontecer por um conflito de agenda. Em vez da presser pretende‑se receber jornalistas com um cocktail de boas‑vindas, reduzindo o formato tradicional de perguntas e respostas.
Esta alteração surge a poucos dias da cerimónia de abertura, que arranca a 2 de setembro com a estreia mundial de "Ink", de Danny Boyle, mantendo a autopromoção do filme de abertura apesar da mudança logística.
"O alinhamento deste ano é possivelmente o mais político dos últimos anos" — Alberto Barbera.
Contexto político, cartas abertas e composição do festival
O Festival de Veneza chega a 2026 num clima de debate: uma carta aberta em apoio de causas internacionais foi assinada por figuras como Annie Ernaux, Roger Waters, Matteo Garrone e Isabel Coixet, pedindo medidas concretas por parte da Biennale e do festival.
Entre as novidades do programa está "NAZA", documentário de Yuval Abraham e Rachel Szor, integrado na competição. O júri principal é presidido por Maggie Gyllenhaal e inclui nomes como Kaouther Ben Hania — cuja obra "The Voice of Hind Rajab" venceu o Silver Lion no ano anterior — além de Daniel Blumberg, Francesco Casetti, Xavier Giannoli, Shahrbanoo Sadat e Johnnie To.
O que acha? Acha que a alteração na abertura do Festival de Veneza é justificável face às tensões políticas? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que mudou na conferência de imprensa do júri do Festival de Veneza?
O Festival de Veneza comunicou que a conferência de imprensa de abertura do júri "provavelmente não" terá lugar devido a um conflito de agenda; em alternativa será organizado um cocktail de boas‑vindas para a imprensa. A decisão altera o formato tradicional de perguntas e respostas apenas na sessão de abertura, mantendo o restante calendário.
Esta alteração está relacionada com a pressão política em torno do festival?
O Festival de Veneza acontece num contexto de forte pressão política este ano; a alteração logísticaconcorre com uma carta aberta assinada por Annie Ernaux, Roger Waters, Matteo Garrone e Isabel Coixet, que pede ações em apoio à Palestina, e com um debate público mais intenso sobre convites e programação.
Quem compõe o júri principal do Festival de Veneza em 2026?
O júri principal do Festival de Veneza é presidido por Maggie Gyllenhaal e integra Kaouther Ben Hania — realizadora de "The Voice of Hind Rajab", vencedora do Silver Lion — além de Daniel Blumberg, Francesco Casetti, Xavier Giannoli, Shahrbanoo Sadat e Johnnie To, totalizando sete jurados.
Que filmes ou documentários polémicos fizeram parte da programação anunciada?
O Festival de Veneza adicionou "NAZA", um documentário dos realizadores Yuval Abraham e Rachel Szor, à competição; a direcção artística descreveu a selecção como fortemente comprometida com temas políticos, incluindo Guerra, Palestina, migração, alterações climáticas e restrições às liberdades políticas.
Quando começa o Festival de Veneza e qual é o filme de abertura?
O Festival de Veneza arranca a 2 de setembro com a estreia mundial de "Ink", realizada por Danny Boyle. Apesar da alteração na conferência do júri, o filme de abertura mantém a sua data de exibição prevista no programa oficial do festival.
Diogo Costa