Elephants in the Fog — a presença nepalesa no circuito internacional está a ser convertida em apoio concreto às populações atingidas pelas cheias, com a equipa a usar festivais e exibições para angariação de fundos e visibilidade para a crise humanitária.
Da passadeira vermelha às acções de socorro
O filme viajou até ao Festival de Cinema de Toronto como única representação nepalesa, e o realizador Abinash Bikram Shah começou a canalizar essa atenção para as comunidades afetadas pelas inundações, incluindo pessoas ligadas à própria produção.
A protagonista Puspa Thing Lama e o co-produtor Prachanda Man Singh Shrestha são originários do distrito de Nuwakot, uma das zonas mais danificadas, e a situação local tem complicado a circulação e a estreia doméstica da obra.
“Há algo de difícil em ver um filme viajar internacionalmente enquanto pessoas próximas lidam com a perda de casas e meios de subsistência,” disse Abinash Bikram Shah.
Exibições solidárias, bilhetes e mercado internacional
A produção já realizou uma sessão de angariação em Kathmandu, com as receitas a serem entregues ao Prime Minister Disaster Relief Fund, e trabalhou com o Zonta Club e Rotary Clubs em apoio às crianças afectadas pelas cheias do Bhotekoshi.
Está prevista uma exibição em Paris a 17 de setembro organizada pelos parceiros franceses, com a receita da distribuidora a reverter para o fundo de socorro; a estreia nacional começou a 4 de setembro e o filme arrecadou NPR69 lakh nos primeiros sete dias, mantendo-se em cartaz na segunda semana.
Ao mesmo tempo, o filme soma reconhecimento festivaliero — incluindo o prémio Un Certain Regard em Cannes — e avanços comerciais: acordos foram fechados em 14 territórios, com distribuidores como MetFilm Distribution no Reino Unido, Filmin em Espanha e Les Valseurs em França, enquanto os direitos para a América do Norte estão em negociações avançadas.
O que acha? O que acha desta iniciativa do elenco e da produção para apoiar as vítimas das cheias? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Como é que Elephants in the Fog está a canalizar a visibilidade de Toronto para ajudar as vítimas das cheias no Nepal?
Elephants in the Fog está a converter a sua visibilidade internacional em acções de apoio: o filme realizou uma sessão de angariação em Kathmandu com receitas entregues ao Prime Minister Disaster Relief Fund, colaborou com o Zonta Club e Rotary Clubs e promoveu uma exibição em Paris a 17 de setembro com receitas destinadas ao fundo de socorro.
Quem é Puspa Thing Lama e qual a sua ligação às áreas mais afetadas?
Puspa Thing Lama, protagonista de Elephants in the Fog, é natural do distrito de Nuwakot, uma das zonas mais afetadas pelas cheias; é também uma activista de longa data pelos direitos LGBTIQA+ e foi nomeada aos Asia Pacific Screen Awards para melhor interpretação, tendo viajado do Nepal para Cannes e depois para Toronto com o filme.
Qual foi a performance comercial de Elephants in the Fog no lançamento doméstico?
Elephants in the Fog estreou no Nepal a 4 de setembro e, segundo a produção, arrecadou NPR69 lakh (cerca de 45 000 dólares) nos primeiros sete dias; a obra prolongou a sua presença em sala para segunda semana, pese embora as dificuldades logísticas provocadas por desalojamentos e perdas entre as comunidades locais.
Que prémios e reconhecimento internacional já reuniu Elephants in the Fog?
Elephants in the Fog venceu o Un Certain Regard Jury Prize em Cannes e obteve várias nomeações nos Asia Pacific Screen Awards, incluindo melhor interpretação para Puspa Thing Lama, além de figurar como a indicação do Nepal para os Óscares, o que tem aumentado o seu perfil internacional e oportunidades de distribuição.
Como estão a ser geridos os direitos de distribuição de Elephants in the Fog fora do Nepal?
As vendas de Elephants in the Fog foram tratadas pela empresa Best Friend Forever, que anunciou acordos em 14 territórios; entre os distribuidores mencionados estão MetFilm Distribution no Reino Unido, Filmin em Espanha e Les Valseurs em França, enquanto os direitos para a América do Norte estão em negociações avançadas e um acordo para a América Latina é esperado em breve.
Mariana Sousa