Donald Trump — um relatório de um denunciante anónimo descreve um plano secreto que está a ser implementado para o envio de boletins por correio nas eleições intercalares de 2026 em novembro, e que, se for executado, poderá provocar a rejeição em massa de votos institucionais enviados por estados.
- Flash resumo: O novo sistema exige que os estados forneçam nomes e moradas para validação; se uma correspondência num lote não for confirmada, todo o lote pode ser recusado pelo Serviço Postal dos EUA.
Como o portal federal pode anular lotes inteiros de boletins
O documento descreve um sistema designado como Federal Ballot Mail Portal que requer que os estados entreguem listas de nomes e moradas de eleitores para que o USPS valide e envie os boletins. Se um registo não for correspondido, a lógica prevista pode levar à recusa de todos os boletins desse envio.
Num exemplo alarmante apresentado no relatório, um lote de 10 000 boletins poderia ver 9 999 desses boletins recusados se apenas um não coincidir com o Portal — situação que se tornaria um mecanismo de bloqueio massivo do voto.
“Quando boletins são submetidos ao USPS em lotes de grande volume, se qualquer um dos boletins no lote não puder ser verificado contra o Portal, todos os boletins desse lote serão rejeitados. Por exemplo, se um funcionário estadual entregar um lote de 10 000 boletins e o USPS for incapaz de igualar apenas um desses boletins contra o Portal — porque, por exemplo, alguém mudou de nome ou de morada — então o USPS recusaria o envio dos restantes 9 999 boletins.”
Risco prático, calendário e reações institucionais
O relatório indica que o trabalho no Portal teve início em junho e que o desenvolvimento foi descrito como apressado; apesar de uma injunção judicial que visava travar o progresso, a liderança do USPS ordenou a continuação dos trabalhos, segundo o documento. A carta do senador Richard Blumenthal dirigida ao Postmaster General David Steiner, datada de 31 de agosto, expõe estas preocupações e anexou o relatório do denunciante.
Com cerca de 30% dos eleitores a usarem o voto por correio, e estados como o da Carolina do Norte a começarem a enviar alguns boletins em 4 de setembro, a janela para corrigir falhas é curta antes da eleição de 3 de novembro. O risco apontado é duplo: perda de votos e erosão de confiança no processo eleitoral.
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Perguntas Frequentes
O que é o Federal Ballot Mail Portal e como funcionaria no envio de boletins?
Donald Trump aparece ligado ao plano pelo facto de a iniciativa ter surgido no âmbito do seu governo: o Federal Ballot Mail Portal é um sistema digital que exige que os estados forneçam listas de nomes e moradas para que o USPS valide destinatários antes de enviar boletins. O desenvolvimento começou em junho e os críticos descrevem-no como apressado.
Como é que o plano de Donald Trump permitiria que o USPS rejeitasse lotes inteiros de boletins?
Donald Trump é apontado como responsável pela política que sustenta o Portal, cujo funcionamento prevê que, se um único boletim num lote não coincidir com os registos, todo o lote seja recusado. O relatório usa o exemplo de um lote de 10 000 boletins em que 9 999 poderiam ser recusados se apenas um não for verificado.
Quem são as figuras institucionais mencionadas no documento que criticam este processo?
Donald Trump surge como origem política do projecto, mas o documento refere também o senador Richard Blumenthal e o Postmaster General David Steiner; a carta de Blumenthal a Steiner, datada de 31 de agosto, contém o relatório do denunciante e expõe preocupações sobre a segurança e procedência técnica do Portal.
Que impacto prático teria isto sobre eleitores que esperam boletins por correio?
Donald Trump está no centro da polémica porque a implementação do Portal pode significar que milhões de eleitores fiquem sem receber boletins atempadamente; cerca de 30% dos votos são por correio e alguns estados, como a Carolina do Norte, começam a enviar boletins a 4 de setembro, semanas antes da eleição de 3 de novembro.
Qual é o estado legal e operacional deste sistema e o que foi feito até agora?
Donald Trump está ligado à ordem executiva que deu origem ao projeto; o trabalho técnico no Portal começou em junho e prosseguiu mesmo após uma injunção judicial que visava suspender o desenvolvimento. O relatório do denunciante e alertas de grupos de apoio a denunciantes qualificaram o projecto como “risky and haphazard” e avisaram para a possibilidade de falha catastrófica.
Diogo Costa