Control Resonant — o mais recente projeto da Remedy Entertainment lançado a 24 de setembro — está a provocar debate sobre design ao optar por eliminar indicadores visuais óbvios. A decisão compromete a orientação imediata do jogador em favor de uma experiência de exploração que privilegia descoberta e autonomia.
Uma escolha de design para forçar a descoberta
O Control Resonant foi pensado para valorizar competências como observação e tomada de decisão, e não para apontar o caminho ao jogador. Esta abordagem evita o chamado “guião visual” que se tem visto em outros títulos, abrindo mão de marcadores diretos.
Para a equipa, a opção de retirar esses sinais visa criar um ambiente onde encontrar a rota certa traz uma sensação de conquista, mesmo que isso torne o início mais exigente para alguns jogadores.
"Tem de encontrar o equilíbrio certo entre 'aqui está o mundo' e 'aqui estão os diferentes temas e elementos aos quais tem de prestar atenção'. Sinto que algo como 'vá até aqui' deixa de ser uma decisão para o jogador — alguém já tomou essa decisão por ele."
Recepção inicial e implicações para a jogabilidade
O título soma 90% de aprovação no Steam e tem sido elogiado pela capacidade de recompensar a exploração, o que pode fomentar revisitas e longevidade. Porém, essa aposta também está a polarizar jogadores que preferem orientação mais directa.
Além do debate sobre acessibilidade, a estrutura do jogo sugere que a equipa espera que os utilizadores invistam tempo em desmontar e reaprender rotas, o que pode transformar a experiência num desafio de longo prazo.
O que acha? Acha que a ausência da "tinta amarela" torna a experiência de Control Resonant mais gratificante ou demasiado exigente no arranque? Para acompanhar mais sobre videojogos e análises, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Por que o Control Resonant não usa a "tinta amarela" para guiar o jogador?
O Control Resonant não usa a "tinta amarela" porque a Remedy quis que os jogadores descobrissem rotas por si próprios; Mikael Kasurinen, director do jogo, explicou que a escolha foi deliberada para fomentar autonomia e competência. O jogo foi lançado a 24 de setembro e pretende oferecer uma sensação de conquista ao descobrir caminhos.
Quando foi lançado o Control Resonant e qual foi a recepção inicial no Steam?
O Control Resonant foi lançado a 24 de setembro e registou 90% de aprovação no Steam nas primeiras avaliações. A reacção inicial destaca a exploração e a sensação de recompensa, embora vários utilizadores tenham apontado que o início pode ser menos intuitivo sem indicadores visuais.
Quem é Mikael Kasurinen e o que ele disse sobre o design do jogo?
Mikael Kasurinen é o director de Control Resonant e afirmou, em entrevista, que a ausência de marcadores visuais foi uma decisão consciente para incentivar o jogador a participar da experiência. Kasurinen referiu que conceitos como competência e autonomia foram centrais no desenho do jogo.
A edição física de Control Resonant já está disponível nas lojas?
A edição física de Control Resonant está prevista para chegar apenas na metade de outubro, enquanto a versão digital foi lançada a 24 de setembro. Esta diferença de datas faz com que a disponibilidade física surja semanas depois do arranque digital do título.
A falta da "tinta amarela" torna o jogo impenetrável para novos jogadores?
Control Resonant pode parecer impenetrável no início para alguns, conforme nota a equipa de desenvolvimento, mas essa barreira é intencional e traduz-se numa experiência que recompensa a exploração. A abordagem visa criar impacto e fomentar revisitas a ambientes descobertos pelo jogador.
Ricardo Almeida