Carlos Costa — que está a apresentar‑se agora como Âmbar — abriu o discurso sobre a sua transição de género e destacou tanto a incompreensão social como os desafios práticos e emocionais do processo. A conversa deixou claro que, para o artista, a transição é um caminho exigente e repleto de obstáculos inesperados.
Transição: entre a identidade e a perceção pública
Âmbar descreveu a tensão entre a sua identidade e a forma como a sociedade e a comunidade científica tendem a ver a transição. O artista afirmou que, nessas perspetivas, "nunca serei uma mulher", apontando a distância entre experiência pessoal e categorias sociais.
As declarações foram dadas em conversa publicada na SIC Caras, onde Carlos Costa abordou também a falta de conhecimento sobre saúde mental e os limites da neurociência no entendimento das motivações para transitar.
“Perante a sociedade e a ciência, eu nunca serei uma mulher. Eu acho é inacreditável e agradeço imenso a compreensão para a descompreensão e o desconhecimento que ainda existem no que diz respeito à saúde mental e aos lindes da neurociência, daquilo que se passa efetivamente no psíquico de uma pessoa para querer transitar. Isto não é um capricho.”
Expectativas desfeitas e um caminho com "muitas pedras"
O artista definiu o percurso atual como particularmente difícil, usando imagens de obstáculos físicos e emocionais — "muitas pedras" e "paus aguçados" — para ilustrar a exigência do processo. Esse relato reforça a ideia de que a transição envolve decisões complexas e custos pessoais relevantes.
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Perguntas Frequentes
O que disse Carlos Costa sobre a perceção da sociedade e da ciência em relação à sua transição?
Carlos Costa afirmou que, perante a sociedade e a ciência, ele "nunca serei uma mulher", destacando a incompreensão e o desconhecimento que existem sobre saúde mental e os limites da neurociência. Essa posição foi usada para sublinhar que a transição não é um capricho, mas uma realidade psicológica complexa.
Como é que Carlos Costa descreveu o percurso da transição?
Carlos Costa, que se apresenta como Âmbar, descreveu o caminho da transição como "muito mais difícil", com "muitas pedras" e "paus aguçados". A descrição enfatiza obstáculos práticos e emocionais que têm surgido ao longo do processo, tornando-o exigente e desafiante.
Que expectativas pessoais Carlos Costa disse ter antes da transição?
Carlos Costa confessou que, antes de iniciar a transição, imaginava estar “casadíssimo com uma mulher”, ter dois filhos e uma vida feita. Essa revelação sobre as expectativas pessoais ilustra a frustração por um plano de vida que acabou por se transformar quando escolheu transitar.
Onde foram tornadas públicas estas declarações de Carlos Costa?
Carlos Costa fez estas declarações em entrevista na SIC Caras, onde falou abertamente sobre os seus sentimentos e o processo de transição. A presença na emissão permitiu ao artista expor tanto citações diretas como reflexões sobre saúde mental e aceitação social.
Qual foi a frase mais enfática usada por Carlos Costa sobre a natureza da transição?
Carlos Costa usou a expressão "Isto não é um capricho" para sublinhar que a transição de género não se trata de uma decisão leviana. Essa frase aparece no contexto de um apelo à compreensão face à complexidade psicológica que motiva a transição.
Mariana Sousa