Betty Grafstein — o depoimento da mulher de 97 anos abriu uma perspetiva direta sobre as alegadas agressões no processo contra José Castelo Branco, 63 anos. A audiência realizou‑se por videochamada a partir de uma clínica em Nova Iorque e incluiu medidas do tribunal para evitar que a declarante visse o arguido durante a intervenção.
Depoimento: agressões, memórias e registos médicos
Betty afirmou que sofria agressões com frequência, descrevendo ser atingida sobretudo com murros e que nunca sabia "onde é que ele me ia atingir". A testemunha admitiu dificuldades em precisar datas e episódios, afirmando também a existência de registos médicos que documentariam as lesões em hospitais no estrangeiro e nos Estados Unidos.
Durante o depoimento, Betty relatou que as agressões aconteciam no quotidiano e que não estava a inventar os factos. Referiu ainda ter sido forçada a usar sapatos que a magoavam, situação que, segundo descreveu, provocava reacções violentas do companheiro.
«Ele agredia‑me tantas vezes»
Audiência por videochamada e decisões da juíza
O julgamento no Tribunal de Cascais contou com a presença de José Castelo Branco por videoconferência desde Nova Iorque; antes do depoimento, a juíza determinou que o arguido mantivesse a câmara e o microfone desligados para que Betty não o visse enquanto falava. O procedimento visou proteger a dinâmica do testemunho e a integridade da prova.
O filho de Betty, Roger, solicitou permanecer junto da mãe por esta estar acamada e ter dificuldades em segurar o telemóvel, mas o pedido não foi aceite pela magistrada. A declaração sublinhou a vulnerabilidade da testemunha, entre limitações físicas e lapsos de memória.
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Perguntas Frequentes
O que contou Betty Grafstein no depoimento por videochamada no julgamento de José Castelo Branco?
Betty Grafstein, de 97 anos, contou no depoimento esta terça‑feira, dia 29, que era alvo de agressões físicas repetidas, nomeadamente murros, e que estas ocorriam no dia a dia. O testemunho foi prestado por videochamada desde uma clínica em Nova Iorque no processo que decorre no Tribunal de Cascais.
Que tipos de lesões e provas foram referidas por Betty Grafstein durante o depoimento?
Betty Grafstein relatou agressões que incluíam murros e episódios que lhe provocaram lesões físicas; mencionou ainda sapatos que lhe magoavam os pés. A testemunha referiu a existência de registos médicos em hospitais estrangeiros e em hospitais norte‑americanos como documentação correlacionada às queixas.
Como decorreu a audiência por videochamada entre Betty Grafstein e José Castelo Branco?
Durante a audiência, Betty Grafstein depôs por videochamada a partir de Nova Iorque enquanto José Castelo Branco, de 63 anos, participou também por videoconferência. A juíza ordenou que o arguido mantivesse câmara e microfone desligados durante a intervenção de Betty, para que ela não o visse enquanto falava.
Por que motivo o filho Roger não permaneceu no mesmo espaço que Betty durante o depoimento?
Betty Grafstein estava acamada e o filho Roger pediu para permanecer junto da mãe durante o depoimento por estar a ajudá‑la a segurar o telemóvel, mas esse pedido foi recusado pela juíza. A decisão judicial impediu a presença de Roger no mesmo espaço durante a intervenção de Betty.
Qual é o estado de memória e a condição física referidos por Betty Grafstein no tribunal?
Betty Grafstein, com 97 anos, admitiu ter dificuldades de memória, chegando a dizer que não se lembrava "do que fez na semana passada", e referiu dores nos pés provocadas por sapatos que era obrigada a usar. Esses elementos foram citados como parte do depoimento no processo em curso.
Miguel Andrade