Ari Emanuel — apresenta o memoir Roll the Calls como um manual prático da sua carreira, defendendo que a chamada telefónica continua a ser a ferramenta essencial para fechar negócios e a construir relações na indústria do entretenimento. O texto sublinha também uma traição profissional dos anos 1990 que o impulsionou a fundar o seu próprio caminho.
O livro, as chamadas e a estratégia que ainda funciona
Ari Emanuel diz que escreveu Roll the Calls para oferecer um mapa prático a quem quer sobreviver e prosperar na indústria, com exemplos pessoais sobre sacrifício, persistência e resiliência. O autor direciona parte do livro a pais com filhos com TDAH e dislexia, usando a própria biografia para explicar ferramentas de superação.
No livro e em eventos previstos em Los Angeles, Emanuel critica a substituição da chamada pelo texto: insiste que a equipa deve ligar — e ligar de novo — em vez de apenas enviar mensagens. Ele admite ser um "one-word texter" e usa notas de voz quando necessário, mas privilegia o contacto directo para obter respostas rápidas.
"Não, definitivamente não."
Comissão perdida, futuro das agências e a recusa em reviver Entourage
Emanuel relata nos capítulos que, em meados dos anos 1990, a arquitectura de uma operação que envolveu CJ Entertainment e uma participação minoritária na DreamWorks resultou numa comissão que acabou por ser cobrada por outro agente. Essa perda tornou-se um motor para seguir em frente e montar a sua própria trajectória empresarial.
Sobre o futuro, Emanuel considera que o negócio de conteúdos vai continuar a expandir‑se — do cinema aos podcasts e aos eventos ao vivo — e prevê que a IA venha a reduzir custos de produção, fomentando mais projectos pequenos e lucrativos. Quanto a Entourage, afirmou de forma categórica que não vai apoiar um reboot.
O que acha? O que acha desta escolha de Emanuel de privilegiar as chamadas em vez de mensagens? Para acompanhar mais, aceda à nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que conta Ari Emanuel em Roll the Calls sobre a sua estratégia de trabalho?
O livro Roll the Calls, de Ari Emanuel, apresenta a indústria como um percurso que exige persistência e métodos práticos; o autor usa a metáfora da Thomas Guide e exemplos pessoais para explicar porque insiste em chamadas telefónicas e em repetição de contactos como tática para fechar negócios e construir carreiras.
Que incidente nos anos 1990 marcou Ari Emanuel e o levou a criar o próprio caminho?
Ari Emanuel relata que, em meados da década de 1990, uma comissão ligada à operação para que CJ Entertainment investisse na DreamWorks foi cobrada por outro agente, informação que surge no memoir como um momento decisivo que o levou a "fazer o seu próprio" e a acelerar a sua trajetória empresarial.
Como Ari Emanuel encara a substituição das chamadas por mensagens na era digital?
Ari Emanuel defende que as chamadas telefónicas mantêm valor imediato e pessoal; ele conta que continua a pedir à sua equipa para ligar e voltar a ligar 15–20 minutos depois, mesmo num mundo onde os textos e DMs dominam a comunicação profissional.
Qual é a posição de Ari Emanuel sobre um possível reboot de Entourage?
Ari Emanuel foi claro sobre Entourage: Ari Emanuel afirmou que não vai ajudar a reiniciar a série, uma posição explicada no contexto do seu livro e das mudanças pessoais e de prioridades que viveu nos últimos anos.
O que Ari Emanuel prevê para o futuro das agências e da produção de conteúdo?
Ari Emanuel acredita que o mercado de conteúdos continuará a crescer em géneros como desporto ao vivo, filmes, séries, podcasts e eventos; ele antecipa que a IA reduzirá custos de produção e permitirá um maior volume de pequenos projectos rentáveis, citando filmes de sucesso como exemplo do modelo viável.
Miguel Andrade