Angh — a estreia de longa-metragem de Theja Rio marcou presença e conquistou a secção Platform do Festival de Toronto, um triunfo que traz consequências directas: a entrada automática na corrida aos Óscares internacionais de 2027 e atenção reforçada para um cinema indígena quase ausente das grandes salas.
Prémio com impacto directo na corrida aos Óscares
A vitória de Angh na Platform confere ao filme um lugar garantido na corrida aos Óscares para melhor filme internacional em 2027, uma via de acesso que acelera a visibilidade global da obra.
Esta selecção e o prémio destacam uma produção vinda da Nagaland e feita maioritariamente com actores indígenas Naga, um facto raro nas mostras de maior relevo.
“É um momento muito especial para mim e para todos ligados ao filme. Sei que é raro uma estreia receber este tipo de reconhecimento; fizemos Angh com muito amor — pela minha terra, pelo meu povo e pela nossa cultura. No centro está a relação entre pai e filho, mas trata também de deixar ir e da natureza transitória da vida.” — Theja Rio
Contexto da produção e distribuição
Angh conta-se na Nagaland dos anos 1960, seguindo um ancião chefe Konyak e o seu filho, e inclui no elenco o vencedor do BAFTA Douglas Henshall. A escolha de intérpretes locais é peça central do projecto.
Producers Nancy Nisa Beso e Theja Rio acompanharam o filme desde um curto até à versão de longa-duração; a Jungle Book Studio assegurou os direitos de vendas globais antes da estreia em Toronto. A Winter Hymns Films assina a sua primeira longa, com a Undercover Squirrel como parceira produtora.
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Perguntas Frequentes
O que foi exactamente premiado quando Angh venceu na secção Platform do Festival de Toronto?
O filme Angh venceu o prémio principal da secção Platform do Festival de Toronto, um galardão que concede automaticamente uma vaga na corrida aos Óscares internacionais de 2027. A distinção reconhece a obra de Theja Rio entre as escolhidas para a secção competitiva do festival.
Como afecta a vitória de Angh a participação da Índia nos Óscares internacionais?
Angh garante entrada automática na corrida aos Óscares internacionais de 2027, mas não substitui a nomeação oficial da Índia: a submissão oficial do país para essa categoria é o filme Gondhal, que foi indicado como representante nacional e teve reconhecimento em Goa com Santosh Davakhar vencedor do prémio de melhor realizador no IFFI.
Quem é Theja Rio e qual a importância desta estreia para a sua carreira?
Theja Rio é o realizador estreante de Angh, cuja longa-metragem marca a sua passagem de curtas para uma produção de maior escala. Esta estreia, coroada com o prémio Platform em Toronto, posiciona Rio como um nome a seguir nas programações internacionais e eleva o perfil do cinema vindo da Nagaland.
Onde se passa Angh e que tipo de elenco reuniu a produção?
Angh passa-se na Nagaland durante a década de 1960 e centra-se num chefe Konyak e no seu filho. A produção recorreu maioritariamente a intérpretes das comunidades indígenas Naga, complementados por nomes como o vencedor do BAFTA Douglas Henshall, o que reforça a autenticidade cultural do filme.
Quem produz e representa Angh internacionalmente?
Angh foi produzido por Nancy Nisa Beso e Theja Rio, com a Winter Hymns Films a assinar a primeira longa da casa e a Undercover Squirrel a co-produzir. A Jungle Book Studio assegurou os direitos de vendas internacionais antes da estreia em Toronto, responsabilizando-se pela representação global do filme.
Inês Ferreira