Andrew Scott — marcou presença no TIFF para debater Elsinore, um papel que está a gerar forte debate sobre representação e prémios. O actor falou da natureza pessoal do projecto, da sua estreia como produtor e da reacção do público face a actores gays, sublinhando o impacto dessas discussões para quem segue a carreira dele.
Performance, prémios e um papel carregado de história
Em Elsinore, Scott interpreta Ian Charleson, um actor escocês cuja carreira e saúde são confrontadas numa Londres de 1989. O filme estreou em Telluride antes de chegar ao festival de Toronto e tem sido apontado como uma interpretação de peso para a próxima época de prémios.
Scott destacou que a narrativa aborda o tempo de vida e a coragem do personagem, e que a história ganha outra dimensão ao recordar o episódio em que Daniel Day‑Lewis abandona uma representação de Hamlet no National Theatre — um ponto de viragem para o protagonista.
"Isso é apenas preconceito."
Da produção pessoal às memórias de carreira
Elsinore é o primeiro filme que Andrew Scott produziu, um projecto que definiu como muito pessoal e ligado à representação de actores gays nos anos 90. Scott, de 49 anos, disse que a produção exigiu "um enorme encorajamento e visão" de muitos colaboradores.
Durante a sessão, o actor recordou o início da carreira, incluindo a estreia no filme Korea, apresentado no TIFF em 1995, e falou sobre como uma problemática da infância — um problema de fala — o levou para o teatro e para a representação.
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Perguntas Frequentes
O que Andrew Scott disse sobre actores gays interpretar papéis heterossexuais?
Andrew Scott afirmou que a recusa do público em aceitar actores gays em papéis de interesse romântico ou heterossexual traduz "preconceito". A declaração foi feita durante a conversa no TIFF, onde relacionou essa atitude com barreiras históricas que actores gays enfrentaram nos anos 1990.
Por que Elsinore é considerado um dos papéis mais fortes de Andrew Scott?
Elsinore, protagonizado por Andrew Scott no papel de Ian Charleson, é descrito como uma performance monumental porque combina exigência física e emocional: a personagem enfrenta o declínio provocado pelo SIDA em 1989 e uma oportunidade de provar o seu valor artístico num período crítico.
Quando e onde Andrew Scott discutiu Elsinore com o público?
Andrew Scott falou sobre Elsinore durante uma sessão no Toronto International Film Festival, a 12 de setembro, subindo ao palco do Royal Alexandra Theatre com resposta calorosa do público; na ocasião usou um jumper roxo e participou numa conversa sobre a sua carreira e o filme.
Andrew Scott produziu Elsinore — o que motivou essa escolha?
Andrew Scott produziu Elsinore porque considerou o projecto extremamente pessoal: o filme aborda teatro, família e a representação de actores gays nos anos 90. Scott disse que produzir foi uma forma de garantir a visão e a sensibilidade necessárias para contar esta história.
Qual é o percurso pessoal e profissional que Scott partilhou no TIFF?
Andrew Scott, de 49 anos, recordou a estreia no filme Korea em 1995 e contou que um problema de fala na infância o levou para aulas de locução com secção dramática, o que acabou por despertar a paixão pela representação; também mencionou o fenómeno mediático do "Hot Priest" em Fleabag.
Miguel Andrade